Motivo do massacre de Newtown não será revelado "rapidamente"


Newtown (EUA), 16 dez (EFE).- Os motivos do massacre em um colégio de Newtown (Connecticut), que deixou um total de 28 mortos, entre eles 20 crianças, não serão revelados até que a polícia conclua sua investigação, o que não ocorrerá "muito rapidamente".

"Para que possamos dizer-lhes algo do motivo, necessitamos terminar a investigação para ter a imagem completa, para saber como e porque ocorreu, e isto não pode sair muito rápido", disse neste domingo o tenente Paul Vance, da Polícia Estadual de Connecticut, na primeira entrevista deste domingo para informar sobre a investigação.

Vance acrescentou que ainda há um "número imenso" de testemunhas para interrogar e falta uma boa parte do trabalho legista, e por isso será preciso esperar para saber o que pôde levar Adam Lanza a cometer um dos piores massacres da história dos Estados Unidos.

"Confio que poderemos responder cada uma das perguntas dentro do que humanamente for possível, vamos falar com todas e cada uma das testemunhas", assegurou o tenente, que confirmou que as autoridades já falaram com a única pessoa que ficou ferida no tiroteio, a subdiretora do colégio, embora não tenha dado mais detalhes.

Vance lembrou que os "corações das pessoas estão partidos" e por isso a polícia está sendo "compreensiva" com as testemunhas que interrogou para reconstituir a tragédia.

Reiterou que o autor do tiroteio, Adam Lanza, "forçou" sua entrada no colégio, onde disparou tanto no corredor como em duas das salas de aula nas quais estavam as crianças e em seu caminho matou os funcionários que encontrou, entre elas a diretora da escola, a psicóloga e três professoras.

Vance detalhou ainda que estão sendo analisadas as armas encontradas na cena do crime, um rifle semiautomático Bushmaster 223 e duas pistolas também semiautomáticas, uma Glock e uma Sig Sauer.

A Polícia Estadual de Connecticut dará outra entrevista nas próximas horas para falar sobre a "logística" que se iniciará devido à chegada a Newtown do presidente Barack Obama, que acompanhará os familiares das vítimas em uma vigília às 19h locais (22h de Brasília).



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