Exército norte-coreano jura lealdade ao novo líder, Kim Jong-un

EFE

Seul, 10 jan (EFE).- As tropas do Exército da Coreia do Norte juraram lealdade a seu novo líder, Kim Jong-un, em uma manifestação pública de apoio militar à sucessão do poder na dinastia Kim, informou a agência sul-coreana "Yonhap" nesta terça-feira.

O evento aconteceu nesta segunda-feira em frente ao Palácio Memorial de Kumsusan, mausoléu que abriga em Pyongyang o corpo embalsamado de Kim Il-sung, fundador da Coreia do Norte e "presidente eterno do país", e onde também descansam os restos mortais de Kim Jong-il.

Efetivos das Forças Armadas de Terra, Mar e Ar norte-coreanas juraram fidelidade a Kim Jong-un em uma cerimônia no qual altas autoridades do Exército discursaram, indicou a "Yonhap", que citou a estatal Agência Central de Notícias da Coreia do Norte ("KCNA").

"Construiremos um bastião multiplicado por 10 mil para proteger o comandante-em-chefe e nos transformaremos em fuzis e bombas para servir como corpos defensores de primeira linha a Kim Jong-un, desafiando a morte", declarou Ri Yong-ho, chefe do Estado-Maior do Exército Popular da Coreia do Norte.

Como resposta, todos os participantes pronunciaram em voz alta as palavras de ordem "Defesa incondicional a Kim Jong-un" e "Reunificação nacional", segundo a "KCNA".

O apoio militar é considerado crucial para garantir a transição do poder do falecido líder Kim Jong-il a seu filho mais novo e sucessor, Kim Jong-un.

O jovem Kim Jong-un, cuja idade é estimada em 28 ou 29 anos, foi elevado ao cargo de "comandante supremo" das Forças Armadas depois da inesperada morte de seu pai, Kim Jong-il, em 17 de dezembro.

O Exército da Coreia do Norte, um dos mais numerosos do mundo, com mais de 1 milhão de soldados em atividade, é o principal fiador de poder da dinastia Kim, que conserva o comando totalitário do país desde sua fundação, apesar das graves dificuldades econômicas que atravessa desde a década de 90.

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