CPJ critica Dilma por não abordar direitos humanos em visita a Cuba

EFE

Nova York, 9 fev (EFE).- O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), que tem sede em Nova York, criticou nesta quinta-feira a presidente Dilma Rousseff por ela não ter falado publicamente sobre a situação dos direitos humanos em Cuba durante a visita que a chefe de estado realizou na semana passada à ilha caribenha.

"A visita da presidente a Cuba mostrou claramente que os líderes latino-americanos ainda se mostram relutantes a se manifestar sobre as violações dos direitos humanos quando viajam para a ilha", lamentou o coordenador para as Américas do CPJ, Carlos Lauria.

A organização assegurou que a viagem de Dilma despertou expectativas entre os jornalistas independentes, blogueiros e dissidentes diante da possibilidade dela abordar a questão dos direitos humanos.

Lauria criticou concretamente o fato da presidente não ter comentado a decisão das autoridades cubanas de negar novamente à blogueira Yoani Sánchez permissão para viajar ao Brasil para participar de um festival de cinema, no qual irá estrear um documentário sobre a liberdade de imprensa em ambos os países.

Yoani disse que enviou uma carta para Dilma pedindo que ela intercedesse pela blogueira junto ao presidente cubano, Raul Castro.

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas lembrou que em solidariedade à Yoani, o cineasta brasileiro Dado Galvão anunciou nesta terça-feira sua decisão de adiar a estreia do documentário "Conexão Cuba-Honduras".

Lauria se queixou que na sua visita a Havana a presidente Dilma se negou a se reunir com a blogueira e outros dissidentes. Além disso, criticou o fato dela ter dito que a questão não era competência do governo brasileiro.

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