Nível do Rio Acre continua subindo e já deixa 4.122 desabrigados


Rio de Janeiro, 19 fev (EFE).- Após as chuvas registradas nas últimas horas, a cheia do Rio Acre continou subindo neste domingo e já se aproxima do nível mais alto já registrado, o que elevou para 4.122 o número de desabrigados na região próxima à fronteira com a Bolívia e o Peru, países que também foram afetados pela enchente.

A maioria dos desabrigados são moradores de Rio Branco, a capital do estado do Acre, que foram abrigados provisoriamente em abrigos montados pela Prefeitura e pelo Governo regional em diversos ginásios esportivos, escolas e em um centro de exposições.

As inundações, que afetaram várias regiões do estado do Acre, também afetaram a região boliviana de Pando e a cidade peruana de Iñapari, localizada próxima à tripla fronteira.

O Governo do estado do Acre informou neste domingo que o rio homônimo alcançou seu nível mais alto na altura de Rio Branco, se situando em 17,17 metros, 29 centímetros a mais que o registrado no último sábado e três metros acima de seu nível normal.

"Estamos em um momento difícil e também preocupante, já que novas nuvens estão formando e a previsão de chuvas para os próximos dias é quase certa. Se os rios continuarem enchendo podemos superar a maior cheia que já vivemos, que foi em 1997", disse o governador do Acre, Tião Viana, citado pela agência de notícias oficial do estado.

Em 1997, o Rio Acre alcançou o nível máximo já registrado, 17,67 metros. Assim como a atual cheia, essa enchente afetou vários bairros de Rio Branco e deixou milhares de pessoas desabrigadas.

O bairro Alto de Rio Branco ficou totalmente isolado por conta da enchente do Riozinho do Rola, um afluente do Rio Acre, e as autoridades locais tiveram que usar um helicóptero para levar alimentos aos moradores desta área neste domingo.

Apesar da situação ser preocupante, as autoridades de Rio Branco decidiram manter as festas de carnaval, que na noite do último sábado reuniram mais de 40 mil pessoas no centro da capital do estado.

Segundo as autoridades locais, na região boliviana de Pando, na fronteira com o Acre, 185 famílias tiveram que ser removidas neste domingo por causa das inundações.

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