Novos protestos por queima do Corão deixam 2 mortos no Afeganistão

EFE

Cabul, 25 fev (EFE).- Pelo menos duas pessoas morreram neste sábado e dezenas ficaram feridas no quinto dia consecutivo de protestos no Afeganistão motivados pela queima de exemplares do Corão (livro sagrado islâmico) em uma base militar americana, informaram fontes diversas à Agência Efe.

Os fatos mais graves ocorreram na cidade de Kunduz, onde cerca de 200 manifestantes foram às ruas e tentaram invadir um prédio da ONU e o quartel da polícia afegã, que teve de atirar para manter a ordem.

"Dois manifestantes morreram e seis estão feridos", disse à Efe o subchefe da polícia provincial, Ghulam Mohammad Farhad, que acrescentou que há três agentes feridos. Já uma testemunha afirmou à Efe que foram três os mortos nos enfrentamentos.

Também houve confrontos na província de Laghman, onde cerca de 1 mil foram às ruas e enfrentaram as forças de segurança na capital, Mihtarlam. "Temos 16 feridos. Dois deles estão em estado crítico", relatou o porta-voz do governo regional, Zargul Persarlai.

Segundo a agência de notícias afegã "AIP", também houve manifestações nas regiões de Sar-e Pol, Paktia, Logar, Paktika e Nangarhar, algumas delas com episódios de violência.

Os protestos contra a queima do Corão já causaram mais de 25 mortes em diferentes pontos do país. Entre as vítimas, há dois soldados das tropas internacionais que morreram na quarta-feira por disparos de um militar afegão durante uma manifestação no leste do país.

Os distúrbios começaram na terça-feira, quando funcionários afegãos da maior base americana no Afeganistão, Bagram, denunciaram publicamente que vários exemplares do Corão foram queimados dentro do complexo.

A missão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) classificou o ocorrido como um equívoco, pediu desculpas e abriu uma investigação conjunta com o governo afegão sobre o caso.

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