Hamas vê vitória de Mursi como incentivo à resistência contra Israel

Gaza, 24 jun (EFE).- O movimento islâmico Hamas, que governa a Faixa de Gaza, afirmou neste domingo que a vitória de Mohammed Mursi nas eleições presidenciais do Egito é um incentivo à resistência contra a ocupação israelense.

"A vitória de Mursi reforça o programa que rejeita a ocupação", disse Mahmoud Zahar, um dos dirigentes do Hamas na Faixa de Gaza, território que a organização controla desde 2007.

O líder islâmico acrescentou que "o perdedor nesta batalha é Israel e seus agentes na região", em referência à facção palestina rival Fatah, liderada pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas.

O Hamas foi fundado em Gaza nos anos 80 como um movimento que se originou da Irmandade Muçulmana egípcia, formação que Mursi representa. O Hamas defende a luta armada contra Israel, que não é reconhecida pelo grupo.

A organização acredita que o triunfo da Irmandade no país vizinho ajudará a liberar a Faixa de Gaza, submetida a um intenso bloqueio por parte de Israel e do antigo regime de Hosni Mubarak.

O primeiro-ministro do Hamas, Ismail Haniyeh, ligou para Mursi logo após ser informado de sua vitória para parabenizá-lo, informou seu gabinete por meio de um comunicado.

No mesmo momento em que os resultados das eleições presidenciais no Egito foram conhecidos, as ruas de Gaza foram tomadas por uma intensa alegria, com milhares de simpatizantes do Hamas festejando o triunfo de Mursi.

O presidente eleito do Egito era o preferido entre os moradores da Faixa de Gaza, que comemoraram com bandeiras do Egito e do Hamas, buzinaço e distribuição de doces nas ruas.

Aiman Daraghme, deputado do Hamas na Cisjordânia, disse que a vitória de Mursi "dará um grande impulso aos esforços de reconciliação entre as facções palestinas".

Já Basam Salhi, membro da Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), a segunda facção em tamanho da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), comemorou o resultado das eleições no Egito.

"A democracia e estabilidade no Egito são muito importantes e terão um impacto positivo no processo de reconciliação palestina", previu.



Shopping UOL