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Sobe para 543 número de mortos por desabamento em Bangladesh

04/05/2013 09h15

Nova Délhi, 4 mai (EFE).- O número de mortos devido ao desabamento de um complexo têxtil em Bangladesh no qual eram produzidas roupas para multinacionais aumentou para 543, informaram à Agência Efe fontes oficiais.

Nas últimas horas, as equipes de resgate retiraram 25 corpos entre os escobros do edifício no qual havia cinco oficinas têxteis e que desabou no dia 24 de abril com 3.000 pessoas em seu interior, disse o porta-voz do exército, Shahibula Islam.

O peso de quatro geradores que ficavam no topo do prédio e dos equipamentos industriais usados em seu interior está entre as causas da maior tragédia industrial da história do país asiático, ocorrida na cidade de Savar.

"O peso e as vibrações dos geradores de eletricidade criaram uma grande pressão sobre a estrutura do edifício", afirmou à Agência Efe Uddin Khandaker, funcionário do Ministério do Interior que dirige uma investigação para esclarecer o acidente.

Khandaker disse que o uso prolongado de equipamentos pesados também fragilizou a estrutura de um edifício de nove andares - mas que tinha permissão para cinco -, projetado para uso comercial, e não industrial, e construído com materiais de "pouca qualidade".

Onze dias depois da tragédia, ainda há trabalhadores sob os escombros, e o exército e outros serviços públicos continuam as buscas.

A catástrofe comoveu Bangladesh e evidenciou as más condições trabalhistas e de segurança dos funcionários de fábricas têxteis no país asiático que abastecem multinacionais ocidentais.

Os empregados dos oficinas foram obrigados a trabalhar no edifício apesar de um dia antes autoridades terem advertido sobre o surgimento de rachaduras no mesmo.

O dono do imóvel - ligado ao partido governante em Bangladesh - foi preso, assim como vários proprietários de oficinas têxteis e engenheiros municipais. Um empresário espanhol, David Mayor, está sob ordem de busca e detenção.

As companhias internacionais Primark, El Corte Inglés, Bon Marche e Joe Fresh confirmaram produzir peças em algumas das empresas locais envolvidas no acidente, e outras como Mango tinham feito pedidos de testes nas oficinas.