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Inundações no norte da Índia deixam mais de 500 mortos

Em Nova Déli

21/06/2013 12h53

Mais de 500 pessoas morreram por conta das fortes chuvas de monção que atingem o Estado indiano de Uttarakhand, onde milhares de pessoas ainda estão presas, informou nesta sexta-feira (21) uma fonte oficial.

O chefe do governo de Uttarakhand, Vijay Bahguna, afirmou que recebeu informações de que 556 corpos foram encontrados flutuando nas águas e enterrados na neve, e que o Exército faz o possível para recuperá-los, informou o canal "CNN"-IBN.

O ministro indiano do Interior, Sushilkumar Shinde, afirmou horas antes da declaração do chefe do governo de Uttarakhand - realizada na última hora da tarde na Índia - que o número de mortos chegava a 207, segundo a última apuração oficial.

"A lista [de mortos] pode crescer à medida em que forem realizados os trabalhos de remoção de escombros", disse o ministro.

As Forças Armadas indianas continuam unindo esforços para resgatar e atender os afetados pelas chuvas de monção no norte do país, onde segundo dados oficiais foram desdobradas cerca de 8.100 tropas e 50 helicópteros.

Shinde lembrou que graças ao trabalho do Exército, "mais de 34 mil pessoas foram resgatadas, embora cerca de 50 mil continuem presas" por estarem incomunicáveis em pontos remotos da região por conta da ruptura de pontes, os problemas nas estradas e as cheias dos rios.

Aris Naruda, inspetor do escritório de controle da polícia de Uttarakhand, afirmou à Agência Efe que as condições meteorológicas "não são boas" e que foram habilitados campos para afetados em locais importantes como Rishikesh e Dehradún.

Além disso, Naruda detalhou que no pico de Garigaon há cerca de 400 pessoas que ainda não receberam "nenhum tipo de ajuda", por isso que tentarão "lançar comida desde o ar", enquanto milhares de peregrinos permanecem presos em outras zonas da região.

As inundações são frequentes durante a temporada de chuvas na Índia - embora neste ano tenha sido 68% mais forte do que o habitual -, um país que depende de suas chuvas para a agricultura, o setor que mais gera trabalho.