Polícia salva mulher de apedrejamento por adultério no Afeganistão

Cabul, 10 dez (EFE).- A polícia evitou que uma mulher fosse apedrejada no norte do Afeganistão pelo mandato de um tribunal talibã, após ser acusada de manter relações sexuais com um homem sem estarem casados, informou nesta terça-feira à Agência Efe uma fonte policial.

Halima, de 35 anos, foi resgatada ontem no distrito de Dashte Archi, na província de Kunduz, antes de ser "ilegalmente apedrejada por insurgentes talibãs", afirmou o porta-voz da polícia provincial, Anwar Hussaini.

De acordo com Hussaini, a corte talibã pronunciou o veredicto após atender a denúncia feita pelo ex-marido de Halima, que havia se divorciado "por um conflito familiar".

O porta-voz policial afirmou que os agentes procuram o ex-marido, que "parece ter fugido com os talibãs".

Durante o governo dos talibãs no Afeganistão, entre meados dos anos 90 e 2001, quando foram derrubados pelas forças internacionais, as relações sexuais fora do casamento eram punidas com o apedrejamento.

No entanto a prática, não contemplada pelo código penal afegão, de 1976, poderia ser reintroduzida pelo governo para punir "o crime moral", de acordo com denúncia feita em novembro pela organização de direitos humanos Human Rights Watch (HRW).

De acordo com a HRW, a minuta do novo código penal que o Ministério da Justiça afegão está preparando estipula que se um homem ou uma mulher casados forem descobertos fazendo sexo com outra pessoa que não seja seu cônjuge, serão condenados ao apedrejamento público.

Além disso, especifica que, caso o adúltero não esteja casado, o castigo será de 100 chicotadas por manter relações sexuais fora do casamento.

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