Topo

"Coletes amarelos" saem às ruas para demonstrar que protestos continuam

5.jan.2019 - Coletes amarelos protestam em Paris, na França, pelo oitavo sábado consecutivo - Lucas Barioulet/AFP
5.jan.2019 - Coletes amarelos protestam em Paris, na França, pelo oitavo sábado consecutivo Imagem: Lucas Barioulet/AFP

05/01/2019 08h58

Paris, 5 jan (EFE).- Os "coletes amarelos" protagonizam o oitavo sábado consecutivo de mobilizações com concentrações em cidades e estradas da França para tentar demonstrar que os protestos não diminuíram, apesar das acusações do Governo de que agora só restam poucos manifestantes e radicalizados.

Desde a primeira hora da manhã, como ocorreu em sábados anteriores, foram constatados bloqueios em diferentes pontos da rede viária, informou o Centro Nacional de Informação Vial (Bison Futé) na sua site.

Também houve concentrações pela manhã em diferentes cidades, como em Paris, com várias dezenas de pessoas na avenida Champs Élyseés e em uma passeata no bairro de Saint Germain dês Près, e em Marselha, com várias centenas de pessoas que desfilaram pelo centro.

Na capital foram organizados vários pontos de concentração durante o dia, em particular uma manifestação que deve acontecer durante a tarde entre a Câmara Municipal e a Assembleia Nacional.

Um dos desafios deste movimento, que gerou a maior crise social desde que começou em maio de 2017 o mandato do presidente francês, Emmanuel Macron, é mostrar a capacidade para levar gente às ruas e romper com a diminuição constatada nas últimas semanas: em 29 de dezembro as autoridades contabilizaram 12 mil manifestantes em toda França e 38,6 mil no dia 22, muito longe dos 282 mil de 17 de novembro.

O porta-voz do Governo, Benjamin Griveaux, desqualificou ontem os que seguem participando das ações dos coletes "amarelos" ao qualificá-los de "agitadores que querem a insurreição e derrubar o Governo" e Macron.

Mais de 4 mil agentes antidistúrbios foram desdobrados hoje por todo o território francês para fazer frente a possíveis incidentes durante esta oitava jornada de protestos. EFE