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OMS admite que variante ômicron se propagará como a cepa delta pelo planeta

Notificações recentes indicam que a ômicron já estava circulando na Europa antes que África do Sul e Botsuana notificaram sua detecção - iStock
Notificações recentes indicam que a ômicron já estava circulando na Europa antes que África do Sul e Botsuana notificaram sua detecção Imagem: iStock

Da EFE

03/12/2021 13h45Atualizada em 03/12/2021 13h54

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou nesta sexta-feira que não há dúvida que a variante ômicron do novo coronavírus se propagará pelo planeta e pediu que os governos examinem detalhadamente os dados recolhidos dentro das fronteiras e avaliem os riscos para tomar medidas de contenção.

"Podemos estar seguros que essa variante se expandirá. A delta também começou em um lugar e, agora, é a variante predominante", afirmou o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, em entrevista coletiva.

A delta, detectada inicialmente na Índia, no segundo trimestre de 2020, representa mais de 90% dos casos de covid-19 que são registrados no mundo.

"Uma vez que é detectada uma variante e se começa a vigilância, ela é encontrada mais e mais. Isso funciona assim. Quando se descobre, é porque já há uma série de casos em mais algum lugar", explicou Lindmeier.

Notificações recentes indicam que a ômicron já estava circulando na Europa antes que África do Sul e Botsuana notificaram sua detecção, com o sequenciamento do genoma do novo coronavírus, encontrado em teste de diagnóstico.

Novamente, a OMS fez um apelo para que o mundo não entre em pânico e tenha em conta que a variante delta é a causadora de um aumento considerável de casos e internações em vários países, particularmente na Europa há mais de duas semanas.

"Os confinamentos, o fechamento de certas atividades econômicas, de mercados de Natal em partes da Europa, isso aconteceu antes da ômicron, e a razão foi o aumento de casos da delta. Não percamos essa perspectiva", disse Lindmeier.

Sobre as restrições de viagens impostas aos países em que foi detectada a circulação comunitária da ômicron, o porta-voz da agência indicou que isso só se justifica se for medida para ganhar tempo, quando o sistema de saúde está em dificuldade.

"Ao invés de fechar fronteira e impor restrições, é preferível preparar o país e o sistema sanitário para que os casos cheguem", disse o representante da OMS.

Lindmeier ainda garantiu que é necessário um reforço na aplicação de testes nos aeroportos, que são medidas mais efetivas do que outras, que classificou como "cegas", bloqueando outros países.

O porta-voz da agência ainda destacou que, até o momento, não houve nenhuma notificação de que a variante ômicron tenha causado a morte de algum infectado.