Entre 2000 e 2010, mais de 400 camponeses, ativistas e ambientalistas foram assassinados no Brasil. O país também tem um histórico de massacres no campo. Veja abaixo alguns dos episódios emblemáticos da violência no meio rural.
Sindicalista e ativista, Chico Mendes foi morto em dezembro de 1988, aos 44 anos, em Xapuri (AC), sua cidade natal. O seringueiro lutou pelos direitos dos posseiros e contra a destruição da Amazônia. Darly Alves e Darcy Alves Ferreira foram condenados.
Pelo menos 16 ianomamis foram mortos por garimpeiros durante um conflito entre junho e julho de 1993 no norte de Roraima. O massacre dos índios foi motivado por disputas em torno do ouro da região
Pistoleiros e policiais militares mataram 12 sem-terra no dia 9 de agosto de 1995 no município de Corumbiara (RO), em uma área improdutiva ocupada pelos trabalhadores. O massacre ocorreu durante uma tentativa de desocupar a fazenda.
Dezenove sem-terra ligados ao MST foram mortos durante uma ação truculenta e atabalhoada da Polícia Militar do Pará em Eldorado dos Carajás (PA). Até hoje os responsáveis pelo crime estão em liberdade.
Em janeiro de 2003, pistoleiros armados espancaram e atiraram em índios guaranis-caiovás que ocupavam terras em Juti (MS). Na ação, o cacique Marcos Verón, que tinha 72 anos, foi morto. Três fazendeiros foram condenados pelo crime.
Seguranças contratados pela multinacional Syngenta mataram a tiros Valmir da Mota Oliveira, o Keno, liderança do MST em Cascavel (PR) em outubro de 2007. O crime ocorreu durante uma desocupação de uma fazenda da empresa. Na imagem, familiares.
Ativista ambiental e da causa dos trabalhadores rurais, Irmã Dorothy Stang foi morta em Anapu (PA), em 12 de fevereiro de 2005, com seis tiros. O fazendeiro Vitalmiro Moura foi condenado a 30 anos de prisão.
Cerca de 20 homens armados mataram cinco sem-terra ligados ao MST e feriram outros 13 no massacre de Felisburgo (MG), ocorrido em novembro de 2004. Os responsáveis permanecem em liberdade
O casal de castanheiros José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram executados na terça-feira (24) em Nova Ipixuna (PA). Eles denunciavam o desmatamento ilegal e estavam jurados. Na mesma semana, outro camponês foi morto.
Adelino Ramos, o Dinho, liderança do Movimento Camponês Corumbiara (MCC) e sobrevivente do massacre de 1995, foi morto na sexta-feira (27) em Vista Alegre do Abunã (RO). Ele também denunciava a ação de madeireiros.