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Exército do Iraque bombardeia Falluja para tentar desalojar Al Qaeda e tribos

Amigos e parentes fazem orações ao redor do caixão de um homem morto em combate na cidade de Falluja - AFP
Amigos e parentes fazem orações ao redor do caixão de um homem morto em combate na cidade de Falluja Imagem: AFP

Suadad al-Salhy

Em Bagdá

04/01/2014 16h04

Tropas do Iraque tentando retomar a província de Anbar de militantes islâmicos e inimigos tribais lutaram contra membros da Al Qaeda em Ramadi, no sábado (4), depois de bombardearem a outra principal cidade da região oeste, Falluja, durante a noite, segundo informações de líderes tribais e autoridades.

Pelo menos oito pessoas foram mortas e 30 estão feridas em Falluja, e moradores das duas cidades disseram que a batalha limitou o acesso à comida e que o combustível dos geradores estava acabando.

Lojas enviaram comida para as mesquitas, e as pessoas estão sendo chamadas por alto-falantes para coletar os alimentos.

Desde segunda-feira (30), Falluja está sob o comando de militantes muçulmanos sunitas e guerreiros tribais unidos em oposição ao primeiro-ministro Nuri al-Maliki, em um desafio sério à autoridade do governo xiita na província de Anbar.

O grupo da Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL), braço da Al Qaeda, está tentando reforçar sua influência no deserto dominado pelos sunitas na província que faz fronteira com a Síria nos últimos meses, em uma tentativa de criar um estado muçulmano sunita que abranja a fronteira.

No entanto, a tomada de território desta semana em Ramadi e Falluja consolidou a primeira vez em anos que insurgentes sunitas conseguiram o controle efetivo das cidades mais importantes da região, mantendo suas posições por dias.

Em Ramadi, membros de tribos e do exército estão trabalhando juntos para combater a Al Qaeda.

Por outro lado, em Falluja, a tarefa do EIIL está sendo facilitada por membros de tribos que se juntaram à luta contra o governo.

Autoridades e testemunhas disseram que o norte e o leste da cidade estão sob o controle das tribos e dos militantes neste sábado, após moradores terem fugido do bombardeio do exército, com atiradores militantes tendo ocupado os telhados de casas vazias e de prédios governamentais.