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Exército israelense diz que militantes atacaram dos arredores de escola em Gaza

Em Jerusalém

30/07/2014 08h16Atualizada em 30/07/2014 09h23

O Exército israelense, em uma primeira resposta à morte de  20 palestinos em uma escola administrada pela ONU em Gaza nesta quarta-feira (30), disse que militantes próximos à instalação atiraram bombas de morteiro e as forças israelenses foram obrigadas a revidar.

"Mais cedo nesta manhã, militantes atiraram projéteis de morteiros contra soldados [israelenses] a partir dos arredores da escola da UNWRA em Jabalya [um campo de refugiados]. Em resposta, os soldados atiraram em direção à origem dos disparos, e nós ainda estamos analisando o incidente", disse uma porta-voz militar.

Bombardeios no campo de refugiados deixaram ao menos outros 23 mortos durante a madrugada. Em 23 dias de ofensiva, mais de 1240 palestinos morreram, a maioria civis. Do lado israelense, 53 soldados e 3 civis foram mortos. 

O chefe da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNWRA) classificou de "vergonha universal" o ataque israelense à escola, que deixou ainda 90 feridos.

"Crianças foram mortas enquanto dormiam ao lado de seus pais no chão de uma sala de aula em um abrigo da ONU em Gaza. Crianças mortas enquanto dormiam; isso é uma afronta para todos nós, uma fonte de vergonha. Hoje o mundo está em desgraça", afirmou em nota Pierre Krähenbühl, comissário-geral da UNRWA.

No dia 24 de julho, um disparo de artilharia atingiu outra escola da ONU na faixa de Gaza, em Beit Hanun, matando cerca de 15 palestinos. O Exército israelense negou sua responsabilidade no incidente.

Israel acusa o movimento islâmico Hamas de usar a população como escudo humano para proteger seus arsenais e centro operacionais instalados em igrejas, mesquitas e escolas da faixa de Gaza.