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Reino Unido acredita que Irã está por trás de ataque na Arábia Saudita, diz Boris Johnson

4.set.2019 - O premiê Boris Johnson fala durante debate na Câmara dos Comuns, em Londres - UK Parliament/Jessica Taylor/Reuters
4.set.2019 - O premiê Boris Johnson fala durante debate na Câmara dos Comuns, em Londres Imagem: UK Parliament/Jessica Taylor/Reuters

Por Kylie MacLellan

Nova York

23/09/2019 08h03

O Reino Unido acredita que o Irã foi responsável por um ataque a instalações de petróleo sauditas e trabalhará com os Estados Unidos e aliados europeus em uma resposta conjunta, disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, hoje.

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita culparam o Irã pelos ataques de 14 de setembro, que inicialmente reduziram pela metade a produção de petróleo saudita. O movimento houti do Iêmen, alinhado ao Irã, assumiu a responsabilidade.

"O Reino Unido está atribuindo responsabilidade com um grau muito alto de probabilidade ao Irã pelos ataques à Aramco. Acreditamos que é muito provável que o Irã tenha sido responsável", disse Johnson a repórteres no avião durante viagem a Nova York para participar da Assembleia Geral da ONU.

"Trabalharemos com nossos amigos americanos e europeus na construção de uma resposta que tente diminuir as tensões na região do Golfo", acrescentou.

Uma autoridade do governo do Reino Unido disse que a reivindicação de responsabilidade dos houthis era "implausível", diante da escala, sofisticação e alcance do ataque.

Questionado se o Reino Unido descartava uma ação militar, Johnson disse que estava observando de perto uma proposta dos Estados Unidos de fazer mais para ajudar a defender a Arábia Saudita.

"Claramente, se formos solicitados, seja pelos sauditas ou pelos americanos, a desempenhar um papel, consideraremos de que maneira podemos ser úteis", afirmou.

Johnson disse que discutirá as ações do Irã na região com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, durante a reunião da ONU, além de pressionar pela libertação de vários cidadãos iranianos que, segundo ele, estão sendo mantidos presos de forma ilegal e injusta.