Topo

Esse conteúdo é antigo

ANM inspeciona barragens de Vale e CSN em MG após abalo sísmico

Depois de abalo sísmico, barragens de MG estão sendo monitoradas por ANM - Luciano Candisani
Depois de abalo sísmico, barragens de MG estão sendo monitoradas por ANM Imagem: Luciano Candisani

26/11/2019 21h42

RIO DE JANEIRO (Reuters) — A Agência Nacional de Mineração (ANM) fez nesta terça-feira vistorias em barragens em Minas Gerais para detectar eventual comprometimento de segurança, após tremores de terra de magnitude 3.2 na véspera, informou a autarquia, que não apontou anomalias até o momento.

A ANM vistoriou sete estruturas, da Vale e da CSN, em Congonhas e Ouro Preto, e não foi necessário acionar nenhuma emergência. Outras duas barragens Vigia e Auxiliar do Vigia, da CSN, ainda serão inspecionadas.

"A ANM determinou também que as duas empresas intensifiquem a inspeção e o monitoramento diário de todas as barragens envolvidas", disse em nota o chefe de Segurança de Barragens da ANM em Minas Gerais, Wagner Nascimento.

Procurada, a CSN informou que suas unidades não sofreram impactos e as operações seguem normalmente.

Já a Vale respondeu que não foi observada até o momento nenhuma anomalia nas estruturas geotécnicas, que são monitoradas pelo Centro de Monitoramento Geotecnico.

Pela manhã, fiscais da ANM foram a Congonhas, nas barragens Casa de Pedra e B4, ambas da empresa CSN Mineração, e analisaram todos os instrumentos medidores, como piezômetros, indicadores de níveis de água, drenos de fundo, cristas e ombreiras.

Pela tarde, a vistoria foi nas barragens da Vale, em Ouro Preto: Forquilhas I, II, III e IV e a barragem Grupo.

"Por já estarem em níveis 1, 2 e 3 de emergência, técnicos da ANM estão impedidos de entrar nas estruturas, mas puderam analisar fatores de segurança por imagens feitas por drone e visitaram o centro de monitoramento geotécnico da empresa", disse a ANM.

"Alguns piezômetros e a microssísmica receberam resposta ao sismo durante a noite de ontem, mas já apresentam leitura de normalidade."

(Por Marta Nogueira)