O Brasil está na 75ª posição no ranking do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que avalia 182 países, e teve uma pontuação de 0,813, por isso permanece no grupo dos países considerados de alto desenvolvimento humano - aqueles com IDH superior a 0,800. No último levantamento, o país aparecia na 70º posição, mas com índice menor: 0,807. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (5) pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e referem-se ao ano de 2007. (Veja abaixo o ranking completo)
O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mede os avanços alcançados por um país em três aspectos: vida longa e saudável (baseado na esperança média de vida ao nascer), acesso ao conhecimento (baseado na alfabetização e na escolarização) e nível de vida digno (baseado no PIB per capita associado ao poder de compra em dólares americanos). Os países são classificados dentro desses aspectos em valores médios entre 0 e 1.
Noruega, Austrália e Islândia ocupam os três primeiros lugares do ranking, com índices de 0,971, 0,970 e 0,969, respectivamente. Na outra extremidade, Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365) tiveram os piores índices. O Afeganistão volta ao ranking depois de ficar 13 anos fora.
As diferenças entre a Noruega e o Níger, segundo aponta o Pnud, são gritantes. No país africano, por exemplo, a esperança de vida ao nascer é de apenas 50 anos, contra 80 anos no país escandinavo, e para cada dólar ganho no Níger, são ganhos 85 dólares na Noruega.
População: 15.306.252 Idade média: 15,2 anos Expectativa de vida: 52,6 anos Pessoas com HIV/Aids: 60.000 População alfabetizada: 28,7% Escolaridade: total: 4 anos
Por isso, o relatório destaca que, apesar da maioria das regiões ter apresentado progresso significativo e da melhoria no IDH dos países ter sido de 15% em média desde 1980, as desigualdades no bem-estar das populações de países ricos e de países pobres continuam a ser "inaceitavelmente elevadas".
"Apesar das melhorias significativas registradas ao longo do tempo, o progresso tem sido irregular. Muitos países testemunharam retrocessos nas últimas décadas devido às retrações econômicas, às crises induzidas por conflitos e às epidemias de HIV/Aids. E tudo isto antes de se sentir o impacto da atual crise financeira mundial", explicou a principal autora do relatório da ONU, Jeni Klugman.
Sobe e desce Na comparação com o último ranking, cinco países se destacaram por terem subido três ou mais posições: China, Colômbia, França, Peru e Venezuela. A França, que no ano anterior não aparecia entre os 10 primeiros, voltou o grupo.
O relatório da ONU atribui esse avanço aos aumentos nos rendimentos e na esperança média de vida. Na China, na Colômbia e na Venezuela, houve também uma melhoria significativa na educação.
População: 4.660.539 Idade média: 39,4 anos Expectativa de vida: 79,95 anos Pessoas com HIV/Aids: 3.000 População alfabetizada: 100% Escolaridade: total: 17 anos
Ao todo, cinquenta países desceram uma ou mais posições em relação ao ano anterior. Mas um número semelhante também subiu. Sete países desceram mais de duas posições: Luxemburgo, Malta, Equador, Líbano, Belize, Tonga e Jamaica.
Entre os menos desenvolvidos, Gana se destacou por ganhar duas posições, evolução atribuída a melhorias na educação. Chade, Maurícia e Suazilândia, por outro lado, desceram dois lugares.
IDH Muito Elevado Uma nova categoria de países foi incluída no ranking deste ano: o IDH Muito Elevado. Ela agrupa as nações no topo da classificação e com o novo corte é possível evidenciar discrepâncias ainda maiores entre os países.
Por exemplo, moradores de países com IDH Baixo têm rendimentos médios per capita inferiores a US$ 1 mil por ano, enquanto moradores de países de IDH Muito Elevado conseguem ganhar em média US$ 37 mil.