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15/02/2004 - 18h40
UOL processa IstoÉ Dinheiro por calúnia e difamação

Da Redação

O UOL decidiu processar a revista "IstoÉ Dinheiro" por calúnia e difamação, em função da reportagem publicada na edição desta semana, com data de 18/2.

A revista, em reportagem assinada pelo editor-executivo Joaquim Castanheira e pelo editor-adjunto Manoel Fernandes, publicou uma série de informações falsas e difamatórias sobre a saúde financeira do UOL.

O UOL é o maior portal e provedor de acesso à Internet do país. É líder em audiência, faturamento e assinantes pagantes.

Fundado em 1996, o UOL alcançou o equilíbrio financeiro em abril do ano passado. O último balanço auditado pela Price Waterhouse, do segundo trimestre de 2003, apresenta Ebitda positivo (em português, lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de R$ 10,3 milhões. O balanço do segundo semestre de 2003, em processo de auditoria, apresenta um Ebitda positivo de R$ 36,8 milhões. O UOL não possui nem dívida bancária nem dívida com fornecedores. O UOL tem atualmente cerca de R$ 60 milhões aplicados em bancos.

Pedido negado

Na quinta-feira, 29 de janeiro, um grupo de empresários, entre eles Domingo Alzugaray, dono da Editora Três, que publica "IstoÉ Dinheiro", foi recebido em almoço na Folha.

Durante o almoço, realizado a pedido do grupo, Alzugaray solicitou reservadamente a dirigentes da Folha que retirassem o nome da sua empresa da reportagem sobre Refis (programa de refinanciamento fiscal) que estava sendo preparada pelo jornalista Josias de Souza, diretor da Sucursal da Folha em Brasília, para a publicação no domingo seguinte. A Folha não atendeu o pedido.

O não atendimento do pedido de Alzugaray pode ser a razão que motivou a reportagem extemporânea e difamatória contra o UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha.

A reportagem da Folha "Governo parcela dívidas em 8.900 séculos" tratava de processos do Refis cuja idoneidade a Controladoria da União considerou duvidosa. Refis é o programa de parcelamento de débitos tributários criado em 2000.

A Editora Três conseguiu dividir uma dívida tributária de R$ 222,4 milhões em parcelas que, a depender do faturamento da empresa, podem ser alongadas por até 344 anos.

Ouvido pela reportagem da Folha, Alzugaray levantou dúvidas sobre os números da Procuradoria da Fazenda: "Creio que devemos a metade disso". Alzugaray disse ainda o seguinte: "Não tem fundamento a alegação de fraude. Pagamos religiosamente pelo faturamento. O que acontece é que esse faturamento não é suficiente. O país está parado. O prazo de 344 anos é até otimista. Ou começamos a faturar novamente como há cinco, seis anos, ou não vamos pagar nunca. Vamos afundar em dívidas".

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