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26/05/2004 - 18h44
Aspirina pode reduzir risco de câncer de mama (estudo)
WASHINGTON, 26 mai (AFP) - Mulheres que tomam aspirina com regularidade podem reduzir o risco de desenvolver câncer de mama, segundo um estudo publicado na edição deste 26 de maio do jornal da Associação Médica Americana.
Mulheres com cânceres com hormônio receptor positivo diminuem em 26% o risco de desenvolver a doença ao ingerirem sete ou mais comprimidos de aspirina por semana, em comparação àquelas com cânceres com hormônio receptor negativo, destacaram os cientistas chefiados por Mary Beth Terry, da Universidade Columbia, em Nova York.
"Nossos dados, apoiados por outras evidências epidemiológicas e laboratoriais, dão sustentação ao uso da aspirina e a drogas antiinflamatórias não-esteróides (NSAIDs, na sigla em inglês) como agentes quimiopreventivos contra o câncer de mama, particularmente em mulheres na pós-menopausa", concluíram os pesquisadores.
"Há muitos aspectos atraentes para (a adoção de) tal agente quimiopreventivo, inclusive sua facilidade de uso e associação com a redução do risco do desenvolvimento de outras doenças", continuaram.
No entanto, destacaram, "os benefícios potenciais precisam ser equilibrados em relação aos efeitos potencialmente danosos do uso prolongado da aspirina, tais como úlcera péptica e sangramento gastro-intestinal".
O estudo foi realizado em 1996 e 1997 com 1.442 mulheres com câncer e 1.420 mulheres que atuaram como grupo de controle.
Entre as que tinham câncer, 20,9% tomaram aspirina pelo menos uma vez por semana durante seis meses ou mais. Entre as que não tinham a doença, 24,3% tomaram aspirina.
Outros estudos já tinham revelado uma ligação entre a ingestão de aspirina e a redução do risco de câncer de mama, mas esta pesquisa foi a primeira a mostrar uma ligação entre o remédio e a redução do risco deste tipo de câncer em mulheres com cânceres com hormônio receptor positivo.

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