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14/08/2004 - 09h10
Brasil estará entre os países mais poderosos até 2050, diz estudo
Madri, 14 ago (EFE).- China, Estados Unidos e Índia serão os
países mais potentes do mundo em termos de PIB até 2050, seguidos
"de longe" por Japão, Brasil e Rússia, destaca um estudo da Goldman
Sachs presente no Boletim de Informação Comercial Espanhola, que é
publicado pelo Ministério de Indústria da Espanha.
O relatório estuda e compara a evolução até 2050 do chamado G-6,
que reúne as seis economias mais importantes do mundo (Estados
Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França e Itália), com a de
China, Índia, Brasil e Rússia, países aos que qualifica como nações
"em desenvolvimento com um alto potencial de crescimento".
As conclusões mostram que, em menos de quarenta anos, esses
países com grande potencial gerarão um PIB conjunto superior ao do
G-6, apesar de na atualidade representar apenas quinze por cento
desta cifra.
Em 2009, o crescimento anual da despesa será maior nos países em
desenvolvimento do que nas economias do G-6 e já terá se duplicado
em 2025, para passar a ser quatro vezes maior em 2050.
Segundo o estudo, os "acusados ritmos de crescimento nesses
países levarão a uma reorientação dos fluxos internacionais de
investimento", que gerarão novos e "espetaculares" alinhamentos das
taxas de câmbio.
As repercussões comerciais a longo prazo desta mudança
estrutural, diz o relatório, serão importantes porque, caso sejam
cumpridas as previsões de crescimento do comércio à medida que se
incrementa o PIB, a demanda por importações dos países em
desenvolvimento crescerá em um ritmo superior ao do G-6.
Portanto, conclui o estudo, "o futuro do comércio mundial passa
inexoravelmente pela Ásia", e o fato de que esse comércio seja
"intra-asiático" ou global dependerá do andamento das negociações
multilaterais no seio da OMC e da evolução dos acordos comerciais
regionais entre países asiáticos.

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