Por Patricia Reaney
LONDRES (Reuters) - Cerca de metade das pílulas de Viagra vendidas pela Internet pode ser falsificada, afirmaram cientistas britânicos na terça-feira.
Os pesquisadores analisaram amostras do remédio vendidas pela rede mundial de computadores e descobriram que algumas das pílulas não continham o princípio ativo do Viagra ou apresentavam uma quantidade menor da substância.
"Segundo nossas estimativas iniciais, cerca de metade das amostras de Viagra pode ser falsa", afirmou Nic Wilson, da Universidade de Londres, durante a Conferência Farmacêutica Britânica.
O Viagra, que aumenta o fluxo de sangue no pênis melhorando o desempenho do órgão sexual, é um remédio vendido na Internet ao lado de tratamentos contra a perda de cabelo e ganho de peso. Todos esses tratamentos podem ser encontrados com facilidade na Internet e são um grande atrativo para estelionatários.
Como a impotência atinge cerca de 152 milhões de pessoas em todo o mundo, há um mercado enorme para esse tipo de medicamento. Estima-se que 40 por cento dos homens experimentem algum tipo de disfunção erétil. Cerca de 95 por cento dos casos foram medicados com sucesso.
Os remédios falsos eram chamados de Viagra e vinham em uma embalagem idêntica ao do medicamento original. Os cientistas não sabem com certeza se as substâncias presentes no medicamento adulterado são prejudiciais, mas acreditam ser altamente provável que esses produtos não funcionem.
Caso os falsificadores aumentem por engano a dose do princípio ativo do medicamento, o sildenafil, o remédio poderia danificar a saúde do paciente.
"Parte do efeito colateral do sildenafil é um aumento da pressão sanguínea. As pessoas, então, poderiam ter ataques do coração", disse Tony Moffat, colega de Wilson. "Se você acessar um site que parece estranho, que vende o remédio barato e que não informa o endereço do fabricante, então você está se arriscando".
Os remédios testados vieram de vários países, entre os quais Tailândia, Índia e Malta.