RIO DE JANEIRO (Reuters) - O ambientalista Dionísio Ribeiro Filho, 59, foi assassinado no final da noite de terça-feira perto da reserva do Tinguá, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.
Segundo testemunhas, o ambientalista foi vítima de uma emboscada a poucos metros da entrada da reserva e recebeu um tiro na cabeça.
Ribeiro Filho lutava contra o comércio ilegal de animais silvestres na região e também contra a exploração indevida de palmito. O ambientalista foi um dos idealizadores da reserva do Tinguá.
"Ele vinha recebendo ameaças há algum tempo", disse o chefe da reserva, Luís Henrique dos Santos, explicando que ele e outros funcionários da reserva também sofrem ameaças.
"Nós estamos atuando contra a exploração ilegal de palmito na região e isso tem desagradado muita gente", completou.
A Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro determinou prioridade na investigação do caso.
O gerente-executivo do Ibama do Estado do Rio, Édson Bedin, afirmou acreditar que a morte esteja ligada a questões ambientais.
"É lamentável que no Rio de Janeiro ocorra esse tipo de atentado, repetindo o que aconteceu recentemente no Pará", disse Bedin, referindo-se à morte da freira norte-americana Dorothy Stang, em Anapu, no dia 12 de fevereiro. "Essa linha de calar ecologistas e ambientalistas pela força da violência, isso não vai parar. Ameaças a fiscais, servidores viraram rotina."
Ele defendeu que a polícia preocupe-se também, além dos criminosos, com quem comercializa produtos ilegais.
O representante do Ibama disse ainda que solicitará à Polícia Federal proteção aos funcionários ameaçados da reserva e afirmou que está organizando um protesto pela morte de Ribeiro Filho.