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| Marcos Valério em depoimento à CPI |
SÃO PAULO (Reuters) - O PT divulgou nesta sexta-feira um comunicado no qual lista três empréstimos bancários feitos pelo partido, entre eles um de R$ 3 milhões junto ao banco Rural que teve como avalistas o então tesoureiro Delúbio Soares e o publicitário Marcos Valério de Souza. Em depoimento à CPI dos Correios, Valério havia afirmado que teria sido avalista de apenas um empréstimo para o partido, no banco BMG.
Esse novo empréstimo de R$ 3 milhões, divulgado pela revista Época em seu site na quinta-feira, foi assinado também pelo presidente do PT, José Genoino.
Na nota, porém, o partido ressalta que Genoino assinou o empréstimo apenas quando o publicitário deixou a transação.
"Já na primeira renovação, o sr. Marcos Valério deixou de ser o avalista do contrato. No lugar dele passou a assinar como avalista o presidente do PT, José Genoino", afirma a nota à imprensa.
O empréstimo de R$ 3 milhões no Banco Rural foi feito em maio de 2003 e até o momento não foi quitado, indica o documento. O valor acumulado da dívida, até 13 de junho deste ano, era de R$ 6,04 milhões.
Os outros empréstimos listados pelo partido são o de R$ 2,4 milhões no banco BMG, para o qual Marcos Valério também foi avalista, e um leasing no Banco do Brasil no valor de R$ 20 milhões para aquisição de computadores e softwares.
Segundo a nota, os próprios computadores são a garantia do contrato de leasing como BB. O PT também possui com esse banco um crédito rotativo de R$ 3,5 milhões, indica o comunicado.