SÃO PAULO (Reuters) - Cerca de três mil pessoas, segundo estimativa da Polícia Militar, foram às ruas do centro de São Paulo nesta sexta-feira em defesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contra a corrupção e por reajustes maiores para o funcionalismo público estaudual.
O ato fez parte de uma série de mobilizações nacionais convocadas pela Central dos Movimentos Sociais, que reúne a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outros.
Os manifestantes, que se concentraram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, eram predominantemente bancários, petroleiros e professores, segundo membros da direção da CUT.
Apesar das diversas faixas e cartazes contra o governador paulista, Geraldo Alckmin (PSDB), e em favor de Lula, os organizadores negaram a manifestação servisse para defender o governo.
"Não é em defesa do governo. Se você fala em defesa do governo, seria como se estivesse defendendo todas essas políticas, e queremos a redução da taxa de juros e do superávit primário. Mas somos contra o impeachment do presidente. Não há nenhuma comprovação de corrupção contra a figura dele", disse o presidente da CUT, João Felício, que é filiado ao PT.
Na próxima terça-feira, a Central dos Movimentos Sociais promove novo manifesto em defesa do mandato de Lula e contra a corrupção em Fortaleza, depois de passar por Brasília, Salvador e São Paulo.
(Por Maurício Savarese)
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