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22/12/2005 - 18h28
Astrólogos prevêem melhoras na economia e dificuldades climáticas
MONTEVIDÉU, 22 dez (AFP) - A posição dos planetas fará de 2006 um ano economicamente bom para a América Latina, embora vá se agravar a tensão entre Estados Unidos e Venezuela, prevendo-se até secas e outros desastres ambientais na região, segundo os mais renomados astrólogos do continente.
"Se o ano de 2005 não foi bom para ninguém, sobre 2006 há um consenso geral de que vai ser um ano favorável porque termina em 6 e este é o número do coração, que tem a ver com carinho, afeto, com as emoções, com procurar a felicidade e encontrá-la", antecipou a chilena María Luisa Valdovinos, astróloga e taróloga, em conversa com a AFP.
Além disso, acrescentou, a soma do 2 com o 6 é 8, número do infinito. Isto, explicou, significa que haverá altos e baixos no próximo ano, "mas estas descidas bruscas serão positivas porque será possível dar a volta por cima".
Antonio Vázquez, considerado o "bruxo maior" do México, previu que 2006 será "um bom ano economicamente, sobretudo em países como Argentina, Chile, Colômbia e Costa Rica".
No entanto, as "desordens" que, segundo ele, o presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem causado, "terão uma enorme repercussão na América do Sul". Para Vázquez, a réplica destas desordens atingirá, entre outros, o próprio país de Chávez: o bruxo advertiu que virá "uma forte reprimenda dos Estados Unidos contra a Venezuela".
O astrólogo Boris Cristoff, nascido na Bulgária e naturalizado uruguaio, considerou que Chávez continuará no poder por mais seis anos e que uma crise no Chile pode levar à queda do presidente em 2006. Mais chocante ainda, Cristoff pressagiou para agosto um "momento culminante no qual toda a atenção mundial" se voltará para o Uruguai.
A argentina Ludovica Squirru, especializada em astrologia chinesa, aposta na unidade latino-americana. A Argentina "conseguirá certa estabilização" nos meses finais de 2006, ano em que o país "como nunca buscará uma integração mais autência com os países fronteiriços".
Isto se deve a que, à medida que Saturno avançar, deixará para trás sua "influência algo nefasta em seu setor de ação social" e as autoridades "poderão ver mais claro o caminho rumo às soluções definitivas".
Para Jannin Farías, vidente venezuelana radicado na Colômbia, "o próximo ano é muito bom, já que estamos sob a influência do signo do cão no horóscopo chinês e as pessoas terão a oportunidade de crescer e agir com cautela".
Mas, atenção, advertiu, "o clima no mundo e, em particular, na Colômbia, seguirá louco". "A natureza está pedindo equilíbrio e nós não o estamos dando. Abusamos da bondade da natureza. Então, até as pessoas tomarem consciência, vamos continuar à mercê do clima e do que este trouxer consigo: catástrofes e todo este tipo de coisas", acrescentou.
Neste aspecto, o mexicano Vázquez vaticinou que "a seca afetará a Venezuela e a Colômbia". E a astróloga chilena Nena Borrero antecipou "epidemias e conflitos ecológicos".
Como não há mal que não venha para bem, "estes problemas sacudirão a consciência mundial sobre o cuidado do meio ambiente", disse Borrero. Além disso, garantiu, a medicina descobrirá novas vacinas para doenças que até agora não tinham solução.
Em suma, Ludovica Squirru, analisando o horóscopo chinês, disse confiar na bondade dos astros para esta parte do mundo e fez uma previsão festiva: "Os filhos e as filhas da luz despertam. A América Latina transmitirá a mensagem de unificação, paz e esperança".

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