BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal vai investigar se o caseiro Francenildo dos Santos Costa, que contradisse o depoimento do ministro Antônio Palocci à CPI dos Bingos, recebeu algum tipo de orientação de integrantes da oposição com o objetivo de prejudicar o governo.
O delegado encarregado da investigação, Rodrigo Gomes Carneiro, solicitou à Justiça Federal a quebra do sigilo telefônico e bancário do caseiro. A informação foi dada a jornalistas por três senadores integrantes da CPI que estiveram na PF nesta quinta-feira.
Os parlamentares foram até o órgão buscar informações sobre o inquérito que apura o vazamento de dados bancários sigilosos do caseiro ocorrido na semana passada.
"A PF já enviou o pedido (de quebras de sigilo) à Justiça. O delegado está esperando a designação de um juiz para despachar as solicitações", disse o senador Romeu Tuma (PFL-SP) acompanhado dos senadores Álvaro Dias (PSDB-PR) e Wellington Salgado (PMDB-MG).
Segundo Álvaro Dias, a PF também aguarda autorização da Justiça para apreender a máquina que teria sido utilizada para acessar os dados de Francenildo.
Nesta manhã, a Caixa Econômica Federal, onde caseiro mantém uma conta poupança, divulgou nota oficial na qual afirmou ter o equipamento utilizado para acessar e imprimir o extro do caseiro e os dois servidores suspeitos pelo vazamento de informações.
No início da tarde, dois advogados do banco estiveram na PF para entregar documentos que teriam o objetivo de auxiliar na investigação do caso. Nos papéis, teriam sido fornecidos os nomes dos funcionários suspeitos. A PF não descarta a possibilidade de ouví-los ainda nesta tarde.