SÃO FRANCISCO (Reuters) - O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Tony Blair, disse no domingo que o conflito entre Israel e militantes do Hizbollah terá de parar uma vez aprovada a resolução exigindo cessar-fogo do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, convocou uma reunião urgente do Conselho de Segurança no domingo e incitou seus membros a pedir um cessar-fogo imediato e condenar um ataque israelense ao vilarejo de Qana, que matou pelo menos 60 civis neste domingo.
"Acho que há base para um acordo que nos permitiria chegar a uma resolução da ONU, mas precisamos chegar nisso agora", afirmou Blair a jornalistas em São Francisco, numa viagem de cinco dias aos EUA.
"Temos de acelerar todo esse processo, chegar a uma resolução agora, e com a aprovação e acordo sobre essa resolução então as hostilidades terão de parar, e parar de todos os lados", afirmou.
"O que ocorreu em Qana mostra que esta é uma situação que simplesmente não pode continuar", disse Blair, acrescentando que havia falado com vários líderes, incluindo o primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora, com quem deveria voltar a falar no domingo.
Blair, que foi fortemente criticado na Grã-Bretanha por apoiar o presidente dos EUA, George W. Bush, e se abster no pedido de um cessar-fogo imediato, esteve na Casa Branca na sexta-feira e concordou com Bush para acelerar a diplomacia para uma resolução da ONU.
Os EUA, que são um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, vêm resistindo a pressões de seus aliados europeus e árabes por um cessar-fogo.
"Esta é uma situação absolutamente trágica mas temos de ter certeza que a discussão que estamos tendo e as negociações que estamos conduzindo realmente levem a uma parada genuína das hostilidades de um modo que permita colocar um fim nelas definitivamente. Acho que existe base para isso", afirmou.
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