SÃO PAULO (Reuters) - Após quase dois dias de sequestro, o jornalista da Rede Globo de televisão Guilherme Portanova foi libertado na madrugada desta segunda-feira, informaram a polícia e a emissora de TV.
Portanova foi solto pelos sequestradores no bairro do Morumbi, na capital paulista. Depois de pegar uma carona, o repórter foi recebido na sede da emissora por colegas e familiares, mostraram imagens da TV.
"Estou bem de saúde, ninguém me agrediu, fui alimentado nesse tempo todo", disse o repórter a jornalistas, após rever colegas e familiares.
O repórter havia sido capturado na manhã de sábado, juntamente com o auxiliar técnico Alexandre Calado, enquanto estava em uma padaria perto dos estúdios da TV, na zona sul da capital paulista.
Calado, de 27 anos, havia sido libertado por volta das 23 horas de sábado e deixado em frente à sede da Globo. Ele levava um DVD com imagens produzidas pelo PCC e um bilhete do grupo, que exigia a divulgação das imagens em troca da libertação do repórter.
A emissora decidiu divulgar o conteúdo do vídeo no início da madrugada do domingo, após receber orientação de entidades internacionais. No vídeo, o PCC criticou o sistema carcerário brasileiro.
A Globo já viveu situações extremas envolvendo seus funcionários. Em 2002, o repórter Tim Lopes, um dos jornalistas mais premiados da rede de TV, foi brutalmente assassinado durante a realização de uma reportagem sobre bailes funks nos subúrbios do Rio de Janeiro.
(Por Eduardo Lima e Alice Assunção)