SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério das Relações Exteriores do Brasil afirma em nota nesta sexta-feira que a execução do ex-ditador Saddam Hussein não contribui para a pacificação do Iraque.
O ex-líder iraquiano foi condenado à forca em novembro pela Corte Suprema de Apelação do Iraque devido ao assassinato de 148 pessoas na cidade de Dujail, em 1982.
Na nota, o Itamaraty diz que a "deposição de Saddam Hussein, em 2003, não decorreu de ação autorizada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU)" e que o Brasil "esforçou-se até o último momento... em favor de alternativas que pudessem evitar o conflito armado ou seu prolongamento".
"Independentemente da natureza ditatorial do regime iraquiano, cabe notar que a razão então alegada para a invasão do Iraque --a existência de armas de destruição em massa-- nunca foi comprovada", diz a nota, que reconhece que o regime de Saddam foi marcado por atos de violência e brutal cerceamento das liberdades.
Nesta sexta-feira, inúmeras especulações rondaram a data de execução do ex-ditador. Uma fonte sênior chegou a dizer à Reuters que o enforcamento de Saddam era questão de horas, enquanto o Departamento de Estado dos EUA afirmou que ele ainda continuava sob custódia dos norte-americanos.
A execução só poderá acontecer após a entrega do ex-líder às forças iraquianas, informação que chegou a ser confirmada durante o dia.
(Texto de Fernanda Ezabella)
UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)