BRASÍLIA (Reuters) - O presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), defendeu nesta segunda-feira a necessidade da reforma política e lembrou que o resultado das eleições de 2006 mostrou que a sociedade repartiu o poder político do país.
"O papel do Parlamento... é acelerar as reformas", disse Renan em discurso conciliador na cerimônia de posse do 2o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Para cumprir seu destino histórico, o país pede a sequência das reformas, entre elas a modernização do sistema político."
"O que morreu não foi a democracia, não foi a ética, quem apodreceu foi o nosso sistema político uninominal", acrescentou.
Renan disse que é preciso entender o resultado das eleições de outubro e atender aos anseios da população.
"A sociedade recusou a hegemonia nas mãos de um segmento. Entre a Presidência da República, Senado Federal, Câmara dos Deputados, governos estaduais e assembléias legislativas, o poder foi repartido."
Para o presidente do Congresso, Lula entendeu isso e "convocou o Brasil para uma conciliação". Essa convocação, porém, acrescentou Renan, pressupõe a existência da oposição.
Pouco antes, em seu discurso de posse, Lula disse que a "reforma política deve ser prioritária", com "urgente encaminhamento".
(Por Natuza Nery)
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