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09/03/2007 - 16h01
Bush Lula pede acordo entre Brasil e EUA na OMC "o mais rápido possível"
da Redação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em pronunciamento à imprensa ao lado do presidente dos EUA, George W. Bush, mandou um recado aos ministros das Relações Exteriores dos dois países. "Façam acordo o mais rápido possível", disse Lula, referindo-se às negociações da Rodada de Doha, no âmbito da Organização Mundial do Comércio.
Lula e Bush deram entrevista no início da tarde desta sexta, depois de terem almoçado em São Paulo. O presidente brasileiros disse que, se Brasil e EUA se entenderem, "fica mais fácil" convencer os outros países a aderir a acordos sobre os subsídios de produtos agrícolas praticados pelos países desenvolvidos.
Lula relatou ter conversado detidamente com Bush sobre o comércio mundial e repetiu o otimismo com uma solução em curto prazo para as negociações, que foram interrompidas temporariamente no final do ano passado.
Bush, que falou logo em seguida, disse em resposta que a rodada "é importante", que Brasil e EUA estão "no centro do debate" e que podem trabalhar juntos para chegar a um acordo. Segundo Bush, há muito trabalho a ser feito, mas um acordo é possível e, se Brasil e EUA trabalharem juntos, "muitos outros países poderão trabalhar juntos".
Lula
O presidente brasileiro afirmou que a atual visita de Bush ao país é mais um passo do aprofundamento do diálogo entre os dois países, iniciado antes mesmo de sua posse, segundo ele. A visita é um reflexo do "excelente momento" das relações bilaterais. Lula citou a ampla rede de relações empresariais entre os países e os progressos no comércio bilateral e nos investimentos norte-americano no Brasil.
Sobre o etanol, assunto central da visita de Bush, Lula disse que o Brasil orgulha-se de ter participado da decisão norte-americana de ampliar o uso de biocombustíveis. Ele ressaltou que o programa brasileiro do etanol é fruto de mais de 30 anos de investimento e que tem como resultado o respeito ao meio ambiente, um forte impacto social e a capacidade de gerar empregos.
Lula disse que o memorando de entendimento sobre cooperação na área do etanol assinado nesta sexta pelos dois países é um "passo decisivo" para impulsionar a democratização energética em todo o mundo. "Todos podem sair ganhando", disse Lula sobre o uso de biocombustíveis.
O brasileiro lembrou que a América Latina passa por um momento político "excepcional", em que abriu mão das ditaduras, mas que agora as populações do continente têm como prioridade acabar com a pobreza. Segundo Lula, "a integração é o melhor caminho para o fortalecimento da democracia". Ele disse ainda que, na América do Sul, esse processo se baseia no respeito "às decisões políticas e econômicas".
"A democracia prospera quando se tem desenvolvimento econômico e social, quando se erradica a pobreza", disse. Lula pediu ajuda aos EUA para construiur projetos conjuntos que retirem dos países ricos a pecha de que são apenas "exploradores".
Bush
Falando logo em seguida, Bush referiu-se ao etanol e disse que voltará aos EUA com a idéia de reduzir o consumo norte-americano de gasolina em um prazo de dez anos. Para Bush, trata-se de uma "meta alcançável".
Ele disse que o Brasil é um exemplo para outras democracias, que o país tem sido um grande líder para promover a estabilidade na América Latina e que Lula "tem de ser orgulhoso" da maneira como ter agido.
Bush concorcou com Lula e afirmou que o sucesso da Rodada de Doha é "essencial por muitas razões". O líder americano disse ainda que o comércio é "a ferramenta contra a pobreza mais eficiente que existe" e a melhor maneira de reforçar a democracia no continente americano.
Lula sugeriu que acordos de cooperação entre Brasil e EUA sejam ampliados. Ele citou, como exemplo, a ida de estudantes brasileiros para cursos nos EUA. Segundo ele, seria uma maneira de os jovens brasileiros terem uma imagem mais positiva do povo norte-americano.
Com agências internacionais

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