(Reuters) - O ex-presidente da Rússia Boris Yeltsin morreu nesta segunda-feira aos 76 anos, afirmou o governo russo. Leia abaixo a cronologia sobre sua carreira política.
1985 -- O então novo líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, leva Yeltsin, chefe do Partido Comunista na cidade de Sverdlovsk (nos montes Urais), para Moscou a fim de supervisionar a área de obras públicas. Yeltsin acaba assumindo o cargo de chefe do partido em Moscou.
Fevereiro de 1986 -- Yeltsin vira membro do Politburo, comitê central do Partido Comunista da União Soviética, que dirige o país.
Outubro de 1987 -- Yeltsin é tirado do Politburo depois de reclamar da lentidão das reformas. Acaba hospitalizado após sofrer um colapso.
Maio de 1990 -- Os deputados do Congresso do Povo da Federação Russa, o Parlamento da República, elegem Yeltsin como presidente do órgão.
Junho de 1990 -- Yeltsin abandona o Partido Comunista
16 de junho de 1991 -- Yeltsin transforma-se no primeiro presidente eleito por voto direto na Rússia, derrotando os comunistas e os nacionalistas.
Agosto de 1991 -- Yeltsin desempenha um papel importante nas manobras para evitar um golpe da linha-dura contra Gorbachev. A decisão de Yeltsin de subir em um tanque durante a resistência ao golpe cria uma das imagens históricas do colapso do comunismo.
29 de outubro de 1991 -- Yeltsin anuncia planos de implantar reformas radicais com o apoio de uma equipe comandada pelo economista Yegor Gaidar, até então pouco conhecido.
8 de dezembro de 1991 -- Yeltsin e líderes de Belarus e da Ucrânia assinam um acordo colocando fim à União Soviética. Gorbachev renuncia.
16 de junho de 1992 -- Yeltsin escolhe Gaidar para o cargo de primeiro-ministro em exercício, mas naquele mesmo ano, devido a resistências às reformas dele, substitui-o por Viktor Chernomyrdin, ex-chefe do setor de gás natural do país.
21 de setembro de 1993 -- Yeltsin dissolve o Parlamento, acusando-o de bloquear as reformas constitucionais e as eleições. Deputados rebeldes abrigam-se dentro do prédio do Parlamento.
4 de outubro de 1993 -- Simpatizantes da ação dos parlamentares realizam um ataque contra uma estação de TV de Moscou. No dia seguinte, Yeltsin usa tanques para invadir o prédio do Parlamento e colocar fim à rebelião.
12 de dezembro de 1993 -- Os eleitores russos aprovam uma nova Constituição que dá mais poderes a Yeltsin.
Agosto de 1994 -- Yeltsin comporta-se de forma estranha durante uma visita a Berlim para lembrar a retirada das forças russas da Alemanha. Ele tropeça depois de um almoço regado a champanhe e pega um microfone para cantar.
30 de setembro de 1994 -- Durante uma escala em Shannon para reabastecer seu avião, quando voltava dos EUA, Yeltsin não consegue sair da aeronave para encontrar-se com o então primeiro-ministro da Irlanda, Albert Reynolds.
11 de dezembro de 1994 -- Yeltsin envia soldados para a Chechênia com o intuito de sufocar um movimento separatista. Dezenas de milhares de pessoas morrem nos 21 meses seguintes de combate.
11 de julho de 1995 -- Yeltsin passa duas semanas hospitalizado devido a problemas no coração. Um novo problema cardíaco o mantém afastado do governo durante dois meses.
3 de julho de 1996 -- Yelstin conquista um segundo mandato apesar dos sumiços que protagoniza durante sua campanha. O governo russo informa posteriormente que o dirigente sofreu vários ataques cardíacos durante o período.
31 de agosto de 1996 -- Alexander Lebed, assessor de Yeltsin para a área de segurança, assina um acordo que coloca fim à guerra na Chechênia.
5 de novembro de 1996 -- Yeltsin é submetido a uma cirurgia para colocar cinco pontes de safena.
Março/abril de 1997 -- De volta ao poder, Yeltsin conclui uma reforma governamental e coloca reformistas em cargos importantes.
23 de março de 1998 -- Yeltsin demite Chernomyrdin e o restante do gabinete de governo devido a problemas na implantação das reformas. Sergei Kiriyenko, ex-ministro da Energia, é escolhido como o novo premiê.
17 de agosto de 1998 -- Sob pressões financeiras cada vez mais intensas, o governo russo é obrigado a desvalorizar o rublo e suspender o pagamento de parte da dívida pública do país, detonando uma grave crise econômica.
23 de agosto de 1998 -- Yeltsin tira do cargo Kiriyenko e todo o governo dele. Impedido de recolocar Chernomyrdin no poder, conforme desejava, Yeltsin acaba escolhendo Yevgeny Primakov, então chanceler russo, como o novo premiê.
Janeiro de 1999 -- Yeltsin é levado às pressas para um hospital devido a uma úlcera hemorrágica que o mantém afastado dos holofotes durante grande parte da primeira metade desse ano.
12 de maio de 1999 -- Yeltsin demite Primakov e escolhe para substituí-lo Sergei Stepashin, chefe da polícia russa e fiel aliado dele. Três dias depois, Yeltsin sobrevive a uma moção de impeachment alimentada pela crise na Chechênia.
9 de agosto de 1999 -- Yeltsin tira Stepashin do cargo, colocando o então pouco conhecido Vladimir Putin, chefe da área de segurança, no lugar dele. E diz na época que Putin deverá substituí-lo no cargo de presidente da Rússia.
23 de setembro de 1999 -- Depois de conflitos na República Autônoma do Daguestão, perto da Chechênia, e de atentados a bomba em cidades russas, as forças do governo atacam a capital chechena, Grozny, indicando a retomada dos conflitos ali.
29 de novembro de 1999 -- Yeltsin é hospitalizado novamente devido a uma pneumonia.
31 de dezembro de 1999 -- Yeltsin renuncia e nomeia Putin como presidente em exercício.
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