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08/08/2007 - 12h04
Aviões terão de levar menos passageiros, diz Jobim

De Ricardo Amaral
Em Brasília

Atualizada às 16h

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou nesta quarta-feira que as companhias aéreas terão de aumentar o espaço entre os assentos nas cabines dos aviões, reduzindo o número de passageiros transportados.

A "recomposição do espaço vital nas aeronaves" será determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), segundo Jobim, porque nos últimos anos as empresas aéreas responderam ao aumento do número de passageiros comprimindo os espaço entre as poltronas.

"Eu tenho um metro e noventa de altura e sinto extremo desconforto quando viajo. O espaço vital nas aeronaves tem de ser ampliado em respeito ao usuário", disse o ministro na CPI do Crise Aérea no Senado.

Com o auxílio de uma apresentação eletrônica, Jobim mostrou a resolução do Conselho Nacional da Aviação Civil depois do acidente com avião da TAM em Congonhas e as medidas que serão tomadas para transferir parte dos vôos deste aeroporto para os de Guarulhos e Campinas.

A OPINIÃO DOS INTERNAUTAS
"E quem vai pagar a diferença???? Se diminuir o número de passageiros das aeronaves, aumenta o preço das passagens e a diferença sai do nosso bolso, ou vcs acham que vai sair do bolso do Ministro inconseqüente ou das companhias aéreas? Se ele não cober num avião que viaje de carroça."
Alecio, de Foz do Iguaçu (PR)
"Será uma idéia excelente. Principalmente porque os obesos, senhoras grávidas, crianças etc, às vezes ficam muito desacomodados com o aperto dos assentos."
Berenice Grixovich Resende, de Serra (ES)
E VOCÊ? O QUE ACHA?
JOBIM PEDE MAIS ESPAÇO
Ele reiterou que o número de vôos partindo de Congonhas cairá para 561 por dia, com o corte de 151 vôos diários que serão transferidos para Guarulhos ou Viracopos.

Jobim começou seu depoimento diante de um plenário praticamente vazio. Apenas os senadores Sergio Zambiazzi (PTB-RS) e João Pedro (PT-AM) estavam presentes quando o presidente da CPI, Tião Viana (PT-AC), abriu a sessão.

Para ganhar tempo, Viana leu nota da Aeronáutica repudiando as suspeitas de que militares que participaram do resgate de corpos das vítimas do acidente do avião da Gol 1907, em setembro do ano passado, teriam desviado pertences dos passageiros mortos.

No depoimento, o ministro Jobim pôs em dúvida a necessidade da existência da Anac, sobre a qual não tem poderes. 'Sigo uma frase de Deng Xiaoping: não interessa saber qual a cor do gato, mas saber se ele come os ratos. Queremos comer o rato', disse
'NÓS QUEREMOS COMER O RATO', DIZ JOBIM
LEIA MAIS
O relator da CPI, Demóstenes Torres (DEM-GO), chegou ao plenário por volta das 11h, quando Jobim começou sua exposição. Boa parte dos senadores participava da eleição do novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Marco Maciel (DEM-PE), quando Jobim chegou para depor, às 10h30.


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