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12/08/2007 - 12h33
Arafat estava contaminado pelo HIV, mas foi envenenado, diz médico

Da Redação
Com agências

O MISTÉRIO DA MORTE
Reprodução de TV
Médico de Arafat, Ashraf al-Kurdi, fez as denúncias à mídia jordaniana
AFP
Arafat embarca para tratamento médico em Paris, em 10/2004
Reuters
Cerca de três meses antes, em 7/2004, líder posa para fotos
AFP
Três anos após a morte do líder, palestinos ainda o homenageiam
O sangue do líder palestino Yasser Arafat continha o vírus HIV, que causa a Aids, mas ele morreu -- em 2004, internado em um hospital na França -- devido a um envenenamento. A acusação foi feita pelo médico pessoal de Arafat, Ashraf al-Kurdi, à mídia da Jordânia, e repercutiu na imprensa do Oriente Médio.

Segundo o jornal israelense Haaretz, al-Kurdi afirmou que o vírus foi injetado no organismo de Arafat quando ele já estava seriamente doente. Aparentemente, o médico insinua que o vírus causador da Aids foi inoculado para disfarçar a verdadeira causa da morte do líder palestino.

Al-Kurdi foi entrevistado pela rede de TV árabe Al-Jazeera a respeito do caso, mas -- segundo o Haaretz -- a transmissão foi encerrada logo depois que o médico mencionou o vírus HIV.

O médico também disse à mídia da Jordânia que era chamado imediatamente para atender Arafat "mesmo quando ele tinha um simples resfriado". No entanto, nas semanas que antecederam a morte do líder, e quando sua saúde estava se deteriorando rapidamente, al-Kurdi foi ignorado, além de ter sido impedido de visitar seu paciente (que ele tratou por 18 anos) no hospital particular em que era tratado, em Paris. Ele também disse que não teve acesso ao corpo.

O Haaretz já havia publicado uma afirmação de al-Kurdi, em setembro de 2005, sobre a morte de Arafat. Na ocasião, ele disse que "qualquer médico diria que a morte dele teve todos os sintomas de envenenamento".

Arafat morreu em 11 de novembro de 2004, aos 75 anos. A causa exata de sua morte nunca foi revelada, e as insinuações de que ele havia sido envenenado pelo governo do ex-premiê israelense Ariel Sharon são comuns entre os árabes. A novidade no que al-Kurdi falou na Jordânia é a suposta infecção pelo HIV.


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