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14/09/2007 - 10h00
Participação feminina no mercado de trabalho cresce nas regiões ricas

Da Redação
Em São Paulo

Um número maior de mulheres passou a fazer parte do mercado de trabalho no Brasil. E elas também estão assumindo mais a responsabilidade pela família, segundo os resultados da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (PNAD) 2006 divulgados nesta sexta-feira pelo IBGE. No total, 30,6% das famílias brasileiras tinham uma mulher como pessoa de referência em 2005. No ano passado, o percentual passou para 31,4%.

MULHERES ECONOMICAMENTE ATIVAS
Brasil43,5%43,7%
Norte40,9%40,3%
Nordeste42,5%42,4%
Sudeste44,2%44,8%
Sul44,6%45%
Centro-Oeste43%42,7%
Regiões20052006
Os Estados que apresentaram as maiores altas foram o Tocantins, que passou a ter 31,5% das famílias lideradas por mulheres (contra 25,9% em 2005), e o Amazonas, onde o percentual passou de 28,1% para 37,1%.

A região Norte é a que tem o maior número de lares sustentados por mulheres em todo o país, com 32,4%, pouco à frente das regiões Sudeste (32,1%) e Nordeste (32%). O percentual mais baixo é verificado na região Sul, com 28,5%.

No entanto, a região Sul foi uma das que apresentou a maior alta na quantidade de mulheres inseridas no mercado de trabalho em 2006, em comparação com os números de 2005: 44,6% para 45%. Na região Sudeste, o crescimento foi de 0,6 ponto percentual, passando de 44,2 para 44,8%.

Contudo, se na região Norte há mais mulheres que são arrimos de família, as alterações no mercado de trabalho para o público feminino no período de um ano compreendido entre 2005 e 2006 não foram significativas. O mesmo ocorreu no Nordeste e no Centro-Oeste.

De qualquer forma, a participação feminina no mercado brasileiro tem aumentado de maneira constante nos últimos anos. Em 2004, as mulheres representavam 43,1% da população economicamente ativa do país. Em 2005, passaram para 43,5%, até chegarem a 43,7% no ano passado, somando 42,6 milhões de trabalhadoras, do total de 97,6 milhões em todo o Brasil.

As desigualdades entre homens e mulheres permanecem. Elas podem estar mais inseridas no mercado, mas ainda estudam mais para ganhar salários menores. Quase 43,5% das trabalhadoras concluíram o ensino médio. Entre os homens, apenas um terço chegou a somar pelo menos 11 anos de estudo.

As diferenças salariais estão diminuindo, mas persistem. Em 2006, o rendimento médio das mulheres correspondia a 65,6% da remuneração média masculina. Em 2005, a relação era equivalente a 64,5% e, em 2004, a 63,5%.


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