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15/10/2007 - 12h38
Serra, Alckmin e Aécio lideram intenção de voto para 2010
Da Redação Em São Paulo
A 90ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta segunda-feira, quis saber qual a preferência do eleitorado brasileiro para a eleição presidencial de 2010, em três listas estimuladas.
| TUCANOS À PRESIDÊNCIA |
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 | José Serra, atual governador de SP, teria 12,8% dos votos para a presidência em 2010 |
|  | Ex-governador Geraldo Alckimin, também do PSDB-SP, teria 11,6% dos votos dos eleitores |
|  | 9,8% dos votos do eleitorado nacional seriam do governador mineiro Aécio Neves |
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Na primeira lista, apresentada aos eleitores com 22 candidatos em ordem alfabética, José Serra registrou 12,8% das intenções de voto; Geraldo Alckmin, 11,6%; Aécio Neves, 9,8%. Pela margem de erro, que é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os três tucanos dividem as intenções de voto do eleitorado nacional.
Ainda na primeira lista, Ciro Gomes aparece com 9,4%; Heloísa Helena, com 6,1%; Fernando Henrique Cardoso, com 4,7%; e Marta Suplicy, com 2,2%.
Também aparecem na lista: Sérgio Cabral, do PMDB (2%), Tarso Genro, do PT (1,6%), Jaques Wagner, do PT (1%), Pedro Simon, do PMDB (0,8%), Cesar Maia, do DEM (0,7%), Dilma Rousseff, do PT (0,7%), Arlindo Chinaglia, do PT (0,3%) e Nelson Jobim, do PMDB (0,2%).
O índice dos que declararam ainda não ter candidato é de 32,2%.
Outras listas Na segunda lista, onde Aécio Neves é apresentado como o candidato tucano, o panorama de votos foi: Ciro Gomes com 28,3%; Aécio Neves com 20,5% e Dilma Rousseff com 5,4% do total de votos. Nesta lista, 46% declararam não ter candidato.
Em uma terceira lista, com eventual disputa entre José Serra, Ciro Gomes e Dilma Rousseff, o candidato do PSDB registraria 30% dos votos; Ciro Gomes ficaria em segundo lugar, com 22,8%, e Dilma Rousseff teria 5,7%. Do total dos entrevistados, 41,6% disseram não ter candidato.
Câmara e Senado A pesquisa também quis saber se o brasileiro aprova o sistema bicameral (Senado/Câmara dos Deputados), vigente no país. Dos entrevistados, 25,8% acham que o sistema deve continuar como está; 23,3% defendem a extinção do Senado; 19,2% querem a extinção da Câmara dos Deputados e 12,6%, a extinção de ambos.
Em meio ao debate sobre fidelidade partidária, a 90ª Pesquisa CNT/Sensus registrou que 48,7% dos entrevistados acham que o mandato do eleito pertence ao candidato e 38,3% que o mandato pertence ao partido político.
Entretanto, 54,2% concordam com a aprovação da "fidelidade partidária" pelo Supremo Tribunal Federal; 30,7% não concordam. |
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| FIDELIDADE PARTIDÁRIA |
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A pesquisa ainda revelou que 45,3% são a favor da unificação das duas casas do Congresso Nacional, e 32,7% são contra a unificação.
"O Legislativo Nacional passa por problemas de legitimidade junto ao eleitorado brasileiro", ressaltou Clésio Andrade, presidente da CNT.
Foram ouvidas 2.000 pessoas em 136 municípios do país, entre os dias 8 e 12 de outubro.
Reeleição Segundo a pesquisa, 57,4% dos brasileiros são favoráveis à reeleição do Presidente da República, dos governadores e dos prefeitos; 38,2% são contra a reeleição. Em abril de 2006, esses índices eram, respectivamente, 65,4% (a favor) e 28,2% (contra).
A Pesquisa CNT Sensus quis saber, ainda, por quantos mandatos o presidente deveria ocupar a Presidência. Para 45,7%, por um mandato apenas; para 36,8%, por dois mandatos; para 12,3%, por três mandatos. Para 43,6% dos entrevistados, o mandato do presidente deveria ser de quatro anos com reeleição. Para 34,1%, deveria ser de quatro anos sem reeleição. Para 9,2%, deveria ser de cinco anos com reeleição. Para 9,1%, deveria ser de cinco anos sem reeleição. Os índices de março de 2004 eram 47,2%, 28,5%, 7,5% e 5,5% respectivamente.
Voto A maioria dos brasileiros (58,9%) entende que o voto deveria ser facultativo; já 38,4% acham que deve ser obrigatório. Em maio de 2005, 40,9% achavam que o voto no Brasil deveria ser obrigatório e 56,4% que deveria ser facultativo.
No caso de voto facultativo, 58,1% afirmam que votariam nas eleições para presidente, governador e prefeito. 27,9%, disseram que não votariam e 11,1% que dependeria das eleições e dos candidatos.

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