|
|  |

07/11/2007 - 14h14
Mais de 64 mil km de estradas no Brasil têm problemas, diz pesquisa da CNT
Da Redação Em São Paulo
Mais de 64 mil km de estradas brasileiras (73,9% do total pesquisado) têm problemas, segundo a Pesquisa Rodoviária 2007, feita pela CNT (Confederação Nacional do Tranporte).
A pesquisa avaliou 87.592 km de rodovias em todo país. Esta extensão abrange toda a malha rodoviária federal pavimentada e também os principais trechos sob gestão estadual e sob concessão.
| SITUAÇÃO DAS ESTRADAS |
|---|
| 54,5% apresentam pavimento regular, ruim ou péssimo |
|---|
| 65,4% têm sinalização com problema |
|---|
| 8,5% têm placas cobertas total ou parcialmente pelo mato |
|---|
| 37,5%não têm placas que indicam velocidade máxima |
|---|
|
As estradas brasileiras foram percorridas durante 40 dias por 15 equipes que analisaram seu estado geral de conservação, levando em consideração as condições do pavimento, sinalização e geometria da via. Também é realizado um levantamento das infra-estruturas de apoio, como a presença de borracharias, praças de pedágio, balanças, postos da Polícia Rodoviária, entre outros elementos.
Da extensão total pesquisada, 26,1% (22.893 km) foram avaliadas positivamente, contra 73,9% (64.699 km) apresentando algum tipo de deficiência. Ou seja, da malha pesquisada em 2007, 10,5% (9.211 km) obtiveram classificação "ótimo" ; 15,6% (13.682 km) "bom"; 40,8% (35.710 km) "regular"; 22,1% (19.397 km) "ruim" e 11,0% (9.592 km) "péssimo.
Na região Norte foram pesquisados 9.015 km, no Nordeste 24.785 km, no Centro-Oeste 13.257 km, no Sudeste 25.066 km e no Sul foram avaliados 15.469 km.
"As piores condições de rodovias estão concentradas na malha Norte-Nordeste", diz Bruno Batista, diretor-executivo da CNT, que ressalta que a falta de investimento, além da falta de planejamento, são os os principais responsáveis pela precária situação das estradas brasileiras.
"Existe a necessidade de se fazer um planejamento de longo prazo, do ponto de vista do Brasil como um todo. E é necessário que se faça o cumprimento das dotações orçamentárias", disse. "No orçamento de 2007, por exemplo, estavam previstos R$ 7,95 bilhões para o setor de transportes. Destes, foram empenhados somente R$ 4,7 bilhões até setembro".

|  |
|