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07/11/2007 - 15h53
Lula nega ameaça de crise e garante energia até 2012
Brasília, 7 nov (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva
negou hoje que o Brasil possa sofrer uma nova crise de energia e
minimizou a escassez de gás natural da semana passada que obrigou a
Petrobras a reduzir o fornecimento em São Paulo e Rio de Janeiro.
Em discurso na abertura do V Encontro Nacional do Programa de
Mobilização da Indústria Nacional do Petróleo, Lula afirmou que o
Brasil tem garantida a provisão de energia pelo menos até 2012.
"Este país está sólido, e é preciso vocês acreditarem que não vai
ter crise energética, que as indústrias podem crescer", disse Lula a
empresários na cerimônia realizada em Brasília.
"Este país tem energia garantida até 2012. No mês que vem teremos
o leilão do rio Madeira. Em janeiro ou fevereiro do ano que vem terá
outro", acrescentou, em referência às concessões de construção das
hidroelétricas de Santo Antônio e Jirau.
Lula acrescentou que o Brasil descobrirá o gás natural de que
precisa e se não o comprará no exterior.
"Temos que acreditar nisso. É só acreditando que as coisas
acontecem", afirmou.
O chefe de Estado criticou os empresários e analistas que vêm
prevendo um novo "apagão" a curto ou médio prazo, similar à crise
que obrigou ao Governo Fernando Henrique a impor o racionamento
entre 2001 e 2002.
Na semana passada, a Petrobras reduziu em 17% o fornecimento de
gás natural em Rio e São Paulo para poder aumentar o envio às
termelétricas. A medida gerou problemas, principalmente nos cariocas
proprietários de carros a gás, que se ficaram um dia sem
combustível.
"Aconteceu um probleminha de gás no Rio de Janeiro e acabou a
energia do mundo? Não. Não acabou. Vamos comprar o gás de que
precisamos", afirmou Lula hoje.
O presidente acrescentou que já abordou o assunto com o colega da
Bolívia, Evo Morales. Os dois conversarão sobre novos investimentos
brasileiros na produção de gás natural no país vizinho, na reunião
do dia 12 de dezembro em La Paz.
O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, confirmou na
terça-feira em visita à Bolívia que a estatal iniciou negociações
para voltar a investir no vizinho.
Apesar da garantia de Lula de que o Brasil terá o gás de que
necessita, tanto o presidente da Petrobras quanto o ministro de
Minas e Energia, Nelson Hubner, aproveitaram o evento de hoje em
Brasília para desaconselhar os motoristas a converter seus carros
para gás natural.
"O uso de gás natural em veículos não é o melhor uso. Não é
eficiente", afirmou Gabrielli.
O presidente da Petrobras disse que não foi a empresa que
incentivou o aumento do uso do gás como combustível de automóvel,
mas sim as distribuidoras privadas para as quais fornece
combustível.

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