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08/11/2007 - 14h48
Brasil é 74º no ranking de igualdade entre os sexos

da Redação

O Brasil ficou em 74º lugar no ranking de igualdade entre os sexos elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta quinta-feira (8). O país caiu sete posições em relação ao ano passado, mas o relatório ressalvou que a queda é devida à entrada de novos países na contagem.

Mais uma vez, os países nórdicos dominaram o ranking. A Nova Zelândia entrou no seleto grupo dos cinco países onde há menos desigualdade, e os Estados Unidos ficaram apenas em 31º lugar.

Brasil e América Latina

"O Brasil mostrou melhora em indicadores de participação econômica, renda estimada e igualdade salarial para trabalhos semelhantes. No entanto, o Brasil continua apresentando uma performance relativamente ruim na educação e na representação política", afirmou o documento, que destacou a boa situação da igualdade na saúde -- primeiro lugar na América Latina e no Caribe, empatado com outros 16 países.

O país mais bem colocado da América Latina foi Cuba, em 22º lugar, seguido pela Colômbia (24º), pela Costa Rica (28º) e pela Argentina (33º). Cuba participou do ranking pela primeira vez, junto com outros 12 países estreantes.

OS MELHORES E OS PIORES
Suécia
Noruega
Finlândia
Islândia
Nova Zelândia
Filipinas
Alemanha
Dinamarca
Irlanda
10ºEspanha
74ºBrasil
119ºOmã
120ºEgito
121ºTurquia
122ºMorrocos
123ºBenin
124ºArábia Saudita
125ºNepal
126ºPaquistão
127ºChade
128ºIêmen
LEIA RELATÓRIO NA ÍNTEGRA
Líderes

Suécia, Noruega, Finlândia e Islândia mantiveram-se nos quatro primeiros postos do Índice de Igualdade entre os Sexos de 2007, divulgado na quinta-feira pela entidade suíça.

O fórum comparou quatro áreas: diferenças entre os salários, acesso à educação, representação política e saúde, incluindo a expectativa de vida.

Os países nórdicos conseguiram boas notas nas quatro áreas, embora "nenhum país tenha ainda atingido a igualdade entre os sexos", segundo o documento. Os quatro países melhoraram suas notas para a participação das mulheres na economia, principalmente pela diminuição na diferença entre homens e mulheres no que diz respeito à participação no mercado de trabalho e aos salários.

A Nova Zelândia subiu duas posições e chegou a quinto, e as Filipinas ficaram em sexto pelo segundo ano seguido, graças à maior igualdade na participação na economia. A Alemanha caiu de quinto para sétimo.

A lista é composta por 128 países, e os piores colocados foram Iêmen, Chade, Paquistão, Nepal e Arábia Saudita.

Os Estados Unidos caíram oito posições em relação a 2006, por causa da piora nas oportunidades econômicas e de emprego para mulheres, apesar de a representação política ter melhorado um pouco, afirmou o fórum.

A França subiu 19 lugares, chegando ao 51º posto, pelo aumento da participação feminina da força de trabalho. Já a Suíça perdeu 14 posições, caindo para o 40º lugar.

Praticamente todos os dados usados para compilar a lista foram baseados em agências da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Este relatório quantifica o desafio", disse o responsável do Programa de Mulheres do Fundo, Saadia Zahid, no documento. Ele afirma que a Suécia, o país mais bem classificado, conseguiu que a igualdade de gênero seja convergente em um índice superior a 80%, enquanto no Iêmen este valor é de apenas 45%.

O fundador e presidente do FEM, Klaus Schwab, disse que este estudo reflete a magnitude das diferenças de gênero no mundo todo.

"Enquanto os líderes políticos e empresariais buscam a forma de limitar a escassez de talento, é cada vez mais urgente minimizar a brecha entre gêneros e aproveitar os talentos de homens e mulheres", acrescentou Schwab.

  • Leia mais sobre o relatório

    Com agências internacionais


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