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14/11/2007 - 16h28
Paulistanos sentem tremor de terra; para USP, evento deve ser reflexo de terremoto nos Andes

da Redação

Paulistanos de várias partes da cidade de São Paulo sentiram um tremor de terra na tarde desta quarta-feira (14), por volta das 14h. Segundo o Instituto Astronômico, de Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo), o tremor sentido foi reflexo de um terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a área de Antofagasta, no norte do Chile.

Até muito recentemente, os cientistas tinham apenas suposições sobre o que realmente causava os terremotos. Mesmo hoje, ainda há uma certa dose de mistério que os rodeia, mas os cientistas já têm um entendimento muito mais claro do fenômeno
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TREMOR MATA 1 NO CHILE
A técnica de instrumentação do laboratório do instituto, Cleusa de Campos Barbosa, disse que o abalo foi sentido em São Paulo às 13h45 (horário de Brasília), cinco minutos depois do tremor do Chile, registrado pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) às 15h40 (horário universal).

O USGS informou que o terremoto ocorreu a uma profundidade de 60 km e seu epicentro foi a 154 km da cidade de Antofagasta. De acordo com os primeiros relatos, o tremor provocou apenas cortes de energia e danos menores no Chile.

Na cidade de São Paulo pelo menos cinco regiões sentiram o abalo: Ibirapuera, Mooca, avenida Paulista, Alto da Lapa e Largo São Bento. A Defesa Civil do município informou que já recebeu muitos telefonemas de relatos do tremor, mas nenhum registro de alguma conseqüência dele. A Secretaria de Segurança Pública informou que o Corpo de Bombeiros também recebeu relatos, mas não há registro de desabamentos.

Desde 1941, 35 tremores de terra ocorridos na América do Sul foram sentidos em São Paulo, três deles apenas neste ano, incluindo o de hoje, de acordo com dados do IAG-USP.

Segundo a geofísica Célia Fernandes, na região da avenida Paulista é bastante comum que a população sinta os efeitos, principalmente nos edifícios mais altos. Ela explica que não há perigo para a população, pois os movimentos são de pequena intensidade. "As ondas sísmicas se propagam como uma pedra no lago", disse.

Embora também esteja localizado sobre a placa sul-americana, os tremores de mais alta intensidade não costumam atingir o Brasil. "Nós estamos no centro da placa. É mais comum que os terremotos ocorram nas bordas das placas. No caso da placa sul-americana, principalmente na região da Cordilheira dos Andes, na Argentina, Chile, Peru e Bolívia", explicou a geofísica da USP.

Brasília

Os reflexos do terremoto foram sentidos também em prédios altos de Brasília, além de São Paulo. A informação é do professor George Sand França, do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB).

Segundo ele, é provável que a ressonância do terremoto também tenha sido sentida nos prédios mais altos de Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS). "Com o terremoto de hoje, temos notícia de 46 eventos ocorridos nos Andes que tiveram reflexos no Brasil desde 1922", afirmou o professor.

Com agências


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