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06/12/2007 - 10h00
Casamentos e divórcios crescem e batem recorde dos últimos dez anos
Gabriela Sylos Em São Paulo
Em 2006, o número de casamentos e divórcios atingiu o maior patamar dos últimos dez anos no Brasil, segundo informações do Registro Civil divulgado hoje pelo IBGE. Os divórcios cresceram 7,7%, e os casamentos aumentaram 6,5% em relação a 2005.
Considerando números absolutos, os casamentos superam em mais de cinco vezes o número de divórcios no país. Em 2006, foram realizados 889.828 casamentos e 162.244 divórcios.
Entre as mulheres, a idade média do primeiro casamento é 25,4 anos, enquanto os homens casam-se pela primeira vez com 28,3 anos. Quando se divorciam, os homens têm idade média de 43,1 anos e as mulheres, 39,8 anos.
| NUPCIALIDADE (POR MIL) |
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| 15 a 19 | 3,4 | 14,8 |
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| 20 a 24 | 25,8 | 30 |
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| 25 a 29 | 35,8 | 29,1 |
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| 30 a 34 | 21 | 14,8 |
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| 35 a 39 | 11,4 | 7,9 |
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| 40 a 44 | 7,6 | 5,3 |
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| 45 a 49 | 5,4 | 3,8 |
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| 50 a 54 | 4,3 | 3 |
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| 55 a 59 | 4,2 | 2,3 |
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| 60 ou mais | 3,4 | 0,9 |
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| Idade | Homens | Mulheres |
| MAIS DADOS NO INFOGRÁFICO | LEIA A PESQUISA NA ÍNTEGRA |
Segundo o IBGE, o número recorde de uniões pode ser conseqüência dos casamentos coletivos que aconteceram em diversas cidades do país durante o ano. Esses eventos reduzem os altos custos que muitas vezes impedem os casais de realizar a cerimônia. "A expansão de cartórios em cidades pequenas e a redução do custo das certidões de casamento também podem ter contribuído para o aumento", afirma Wagner Silveira, supervisor do instituto.
A distribuição dos casamentos ao longo do ano evidencia que a questão financeira é mesmo essencial para a união. O mês de dezembro continua sendo, nas últimas décadas, o que concentra o maior número de cerimônias. O IBGE entende que este fato deve-se principalmente ao 13º salário.
Os dados divulgados pelo IBGE mostram também que o percentual de casamentos realizados entre indivíduos solteiros ainda é predominante -85,2% das uniões-, mas vem caindo -em 1996, 90,9% das uniões se davam entre indivíduos sem experiências matrimoniais anteriores.
Em outras palavras, vem crescendo a proporção de casamentos entre divorciados e solteiros. O maior aumento é observado entre homens divorciados que casaram com mulheres solteiras: de 4,2% para 6,5% entre 1996 e 2006. Aumentaram ainda os casamentos entre cônjuges divorciados, de 0,9%, em 1996, para 2,2%, em 2006.
"Com o aumento da longevidade são comuns os casamentos depois de uma separação. Porque o casamento é bom -ficar casado já não sei", afirma Bernardo Jablonski, psicólogo social e professor da PUC-RJ. "É mais fácil para os homens, já que a sociedade aceita que ele se case de novo e com mulheres mais novas", completa o psicólogo que já escreveu diversas obras sobre relacionamentos conjugais.
| SEPARAÇÕES JUDICIAIS (%) |
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| 1996 | 82,8 | 17,2 |
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| 1997 | 81,7 | 18,3 |
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| 1998 | 81,1 | 18,9 |
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| 1999 | 80,3 | 19,6 |
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| 2000 | 80,2 | 19,7 |
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| 2001 | 79,8 | 20,1 |
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| 2002 | 79,1 | 20,8 |
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| 2003 | 78,4 | 21,5 |
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| 2004 | 78,4 | 21,5 |
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| 2005 | 76,9 | 22,9 |
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| 2006 | 76 | 23,8 |
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| Ano | Consensuais | Não-consensuais |
| MÃES JOVENS: 20% DO TOTAL | JOVENS: MORTE VIOLENTA |
Divórcios e novos casamentos A taxa de divórcios cresceu 7,7% em todo o país em relação a 2005. A região Norte registrou o maior percentual (16,6%), e o Nordeste, o menor (5,3%). A taxa ficou em 6,5% no Sudeste, em 10,4% no Sul, e em 9,3% no Centro-Oeste.
"Existe uma banalização da união civil, e isso se reflete tanto no aumento no número de casamentos quanto no de divórcios", afirma o advogado especializado em direito de família Antonio Ivo Aidar. Ele cita como um dos principais motivos de separação os problemas financeiros.
Quanto à natureza das separações judiciais -processo em 1ª instância, primeiro passo para formalizar o divórcio- concedidas no Brasil, a maior parte delas foi consensual (76%). Entretanto, esse número vem caindo, já que em 1996 as separações consensuais eram 82,8%.
Entre os casais que se divorciaram no país, 38,8% deles tinham filhos menores de 18 anos, e os dados apontam que a guarda ainda fica predominantemente com as mães: 89,2% dos casos. O IBGE afirma que o fato de os homens não terem responsabilidade direta sobre os filhos facilita que os mesmos casem de novo após o divórcio. UOL Busca - Veja o que já foi publicado com a(s) palavra(s)

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