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13/12/2007 - 05h42
José Múcio diz que governo deve procurar outra solução para a CPMF

Da Redação
Em São Paulo

O ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Múcio, descartou a hipótese de o governo apresentar novamente a proposta da CPMF em janeiro. Em entrevista concedida após a derrota na votação da emenda que prorrogaria o "imposto do cheque" até 2011, ele afirmou que é preciso dar uma solução "mais emergencial" para a situação.

"Não há idéia de o governo reapresentar a questão da CPMF, eu imagino - e vou ouvir os ministros da área econômica - que talvez tenha de se dar uma solução diferente, mais emergencial e tratar de dar celeridade à questão da reforma tributária", disse.

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"Vamos procurar o Senado, vamos procurar os partidos de oposição, acabar com esse divisor de águas entre governo e oposição, porque nessa briga de poder milhões e milhões de governo estão sendo prejudicados", acrescentou.

Seguindo o discurso do governo durante toda a fase de negociações sobre a CPMF, o ministro ressaltou a responsabilidade de cada um sobre o resultado alcançado na madrugada desta quinta-feira. "O governo recebe o resultado com serenidade e sabendo que é uma derrota de muitos brasileiros, muitos brasileiros que são atendidos por este recurso que o Senado brasileiro em uma noite histórica, resolve tirar dos brasileiros."

"Evidentemente que todos vão ter de arcar com sua responsabilidade, o voto é de cada um. Lamentamos profundamente que a questão tenha sido politizada, houve uma separação se era vitória do governo ou da oposição esquecendo-se do tamanho da sociedade brasileira que tinha benefícios que eram atendidos pela CPMF", completou.

Reconhecendo o resultado desfavorável, José Múcio destacou, no entanto, que o governo tirou lições do episódio. "Temos algumas lições importantes disso: primeiro, temos de estreitar nossas relações com o Senado, precisamos ser mais parceiros; essa queda de braço é ruim para o país, ruim para o governo, ruim para o Legislativo. Segundo é a necessidade de ter uma reforma tributária para que essas coisas periódicas ou transitórias não nos promovam a surpresa que nos promoveram esta noite."

Ele lembrou ainda que o governo não considera a vitória como sua. "Entendemos que não foi uma derrota do governo; este imposto não foi criado por este governo. Nós lutamos porque todos os programas que estão em curso são financiados por este governo. Na realidade, nós não estávamos pedindo recursos para criar programas novos"

"Amanhã será um outro dia, vamos procurar soluções, saber onde vão ter que promover os cortes e isso atingirá Estados e municípios, mas temos absoluta tranqüilidade que o governo terá que procurar novos caminhos para que estes brasileiros não fiquem desassistidos", afirmou.


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