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27/12/2007 - 12h27
Ex-premiê Benazir Bhutto iniciou na política substituindo o pai

Das agências internacionais
Em Rawalpindi (Paquistão)

A ex-primeira-ministra e principal liderança da oposição ao governo do Paquistão, Benazir Bhutto, foi morta a tiros em um atentado suicida, na manhã desta quinta-feira, durante um comício na cidade de Rawalpindi.

Bhutto tinha 54 anos e concorria às eleições presidenciais do país, que devem ocorrer em janeiro de 2008.

Confira os principais fatos da vida de Bhutto:

- Bhutto nasceu em 21 de junho de 1953, em uma família de ricos proprietários de terra. Seu pai, Zulfikar Ali Bhutto, fundou o PPP (Partido do Povo Paquistanês) e se tornou presidente e primeiro-ministro do Paquistão entre 1971 e 1977, quando foi retirado do poder por um golpe militar e acusado de corrupção

- almejando uma carreira diplomática, Bhutto estudou no exterior e se formou nas universidades de Harvard (EUA) e Oxford (Inglaterra). Com o fim do governo do pai, no entanto, Bhutto retornou ao Paquistão e assumiu a liderança do PPP com a execução de Zulfikar, em 1979

- Bhutto foi eleita primeira-ministra pela primeira vez em 1988, mas teve um mandato curto e acabou deposta do cargo sob acusações de corrupção, em 1990

- retornou ao cargo em 1993, depois que seu sucessor Nawaz Sharif foi forçado a se retirar por divergências com o governo presidencial. O segundo mandato de Bhutto também não foi bem-sucedido e encerrou-se em 1996. Foi novamente substituída por Sharif

- em 1999, Bhutto e seu marido, Asif Ali Zardari, foram condenados a cumprir cinco anos de prisão e a pagar multa de US$ 8,6 milhões, acusados de corrupção no processo de escolha de uma consultoria suíça, que deveria analisar supostos processos de fraude alfandegárias

- os advogados de Bhutto em Genebra apelaram à alta corte criminal suíça, mas acreditavam que as novas audiências sobre o processo só ocorreriam no princípio de 2008

- ao lado do rival Sharif, Bhuto formou a Aliança pela Restauração da Democracia contra o atual presidente do país, Pervez Musharraf. Bhutto e Sharif discordavam, no entanto, da forma de negociação com o governo - Bhutto acreditava num acordo de transição, enquanto Sharif era contra qualquer relação com o atual governo

- após oito anos de auto-exílio, Bhutto retornou ao Paquistão em 18 de outubro de 2007 (veja o infográfico), após obter de Musharraf a garantia de que não seria acusada pelos antigos processos de corrupção

- Bhutto havia sobrevivido, há dois meses, a um primeiro atentando durante seu discurso de retorno ao país; na ocasião, 139 pessoas, entre simpatizantes e seguranças da ex-primeira-ministra, morreram

- em campanha para as eleições presidenciais de janeiro de 2008, Bhutto defendeu na última quarta-feira (26) os direitos dos trabalhadores, em seu um discurso no distrito industrial próximo à capital do país, Islamabad


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