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27/12/2007 - 14h34
Países condenam morte de Bhutto e expressam temor pela estabilidade do Paquistão
Das agências internacionais
Em Rawalpindi (Paquistão)
*Atualizado às 15h15
A morte da ex-premiê paquistanesa Benazir Bhutto, em um atentado suicida nesta quinta-feira (27), provocou notas de condenação por parte dos principais chefes de Estado do mundo. Estados Unidos, Rússia e Índia manifestaram seu temor pela estabilidade democrática do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou "chocado" com a morte, que provocou ainda reações por parte de representantes do mundo árabe, da União Européia e do Japão.
O presidente norte-americano George W. Bush condenou com veemência, durante coletiva dada à imprensa em seu rancho no Texas, o que chamou de "ato covarde de assassinos extremistas" e afirmou que os responsáveis teriam como objetivo "minar a reconciliação e a democracia no Paquistão" e que por isso devem ser levados à Justiça.
A Rússia expressou, através do representante do presidente Vladmir Putin para a Cooperação Internacional Contra o Terrorismo, Anatoly Safonov, o temor de que o atentado fatal contra Bhutto deva agravar o clima de instabilidade da região. O ministro russo de Relações Exteriores, Mikhail Kamynin, disse esperar que o governo paquistanês "tome todas as medidas para garantir a segurança no país".
A Índia expressou seu "horror" pela morte de Bhutto, por meio de seu ministro de Relações Exteriores, Pranab Mukherjee.
"Este bárbaro ataque terrorista é particularmente trágico", disse o ministro indiano, que elogiou a "contribuição à democracia" e à "melhora" das relações com a Índia da líder do Partido Popular do Paquistão (PPP).
Lula "chocado"
O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência, Marco Aurélio Garcia, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou "chocado" com a morte de Bhutto e se mostrou preocupado com a situação no Paquistão.
"Estive com o presidente Lula. Ele está muito chocado com o acontecimento. Temos preocupação que a situação no Paquistão. É uma zona nevrálgica hoje. Vimos com pesar e ao mesmo tempo com preocupação", afirmou Garcia, antes de embarcar para para Caracas (Venezuela), onde integrará a missão de resgate de três reféns das Farcs (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia).
Indignação de países árabes
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, havia se encontrado com Bhutto horas antes de seu assassinato e classificou o ato como de "imensa brutalidade" por parte dos "inimigos do Paquistão e da paz".
Para os Emirados Árabes, onde Bhutto morou antes de retornar ao seu país, a morte da premiê foi como "uma perda para os Emirados". "O povo paquistanês deve unificar suas fileiras e abandonar suas divergências para enfrentar seus inimigos, que querem prejudicar a união nacional e a estabilidade do país", afirmou o ministro de Assuntos Exteriores dos Emirados Árabes, xeque Abdullah bin Zayed.
Reação européia
Em telegrama ao chefe do governo paquistanês, o presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero condenou o atentado com "indignação e profunda dor" e ressaltou que a Espanha está determinada a "colaborar estreitamente com o Paquistão na consolidação da democracia e na erradicação do terrorismo".
Já o presidente da Comissão Européia, o português José Manuel Durão Barroso, chamou o atentado de "ataque terrorista impiedoso contra a democracia e o Paquistão".
Para Tóquio, ato é "inaceitável"
O Japão condenou vigorosamente o assassinato de Bhutto através do ministro das Relações Exteriores, Masahiko Komura, que declarou à rede de televisão local NHK ser "absolutamente inaceitável tentar resolver um problema pela violência".
Komura afirmou ainda esperar que o Paquistão crie "condições para a democracia organizando eleições justas".
Com AFP, EFE e BBC Brasil

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