Mais um caso de morte por febre amarela foi confirmado hoje pela Vigilância Sanitária, órgão do Ministério da Saúde. O lavrador João Batista Gonçalves, 31, que trabalhava numa fazenda em Uruaçu, região norte de Goiás, é a oitava vítima da doença neste ano no País. Morto no dia 4 de janeiro, ele não tinha sido vacinado, segundo as autoridades sanitárias.
O Instituto Evandro Chagas, de Belém, analisa outros sete casos de mortes que podem ter sido causadas por febre amarela. Iraides Ribeiro, 42, de Cristianópolis, em Goiás, morta na última sexta-feira em Goiânia, é um dos casos analisados. O resultado dos exames que podem comprovar a doença só deve sair no próximo final de semana.
| REAÇÕES À VACINA |
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| Uma mulher de 36 anos está em coma, internada em Brasília, com suspeita de reação à vacina da febre amarela. Ela teria tomado apenas uma dose da vacina nos últimos dez anos --período de validade da imunização. Outras 30 pessoas estão internadas, no país, porque tomaram duas ou mais doses da vacina em curto período de tempo, de acordo com o Ministério da Saúde. Em um dos casos, o paciente está em estado grave. |
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Até o momento, as autoridades sanitárias confirmaram 12 casos de pessoas com febre amarela, sendo que oito morreram. As mortes aconteceram em Brasília (duas), Goiás (quatro) e Paraná (uma). Os moradores da capital federal mortos, Antônio Rates, 44, e Graco Carvalho, 38, teriam contraído a doença em viagens a cidades goianas. O número de mortes já ultrapassam o total de registros de 2007.
Vacinas a maisUm balanço da Secretaria de Vigilância em Saúde do Mato Grosso do Sul sobre a vacinação contra a febre amarela mostra que, entre 2000 e 2007, mais de 177 milhões de doses da vacina foram distribuídas aos Estados.
Segundo avaliação do gabinete de acompanhamento da doença, em reunião hoje, isso significa que uma parcela considerável da população está imune à doença até 2009. Somente em janeiro deste ano a distribuição já chegou a 7 milhões de doses, mais da metade de tudo o que foi distribuído aos estados durante o ano de 2007. O total da população que vive em áreas de risco é de 35 milhões de pessoas.
"Levantamentos retrospectivos sobre a vacina apontam mais de 400 efeitos adversos pós vacinal (EAPV). São listados sintomas como febre acima de 39º, vômito, enrijecimento dos músculos, alergia e problemas neurológicos", alerta Gerson Penna, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
A secretaria solicita, nesta segunda-feira, por meio de ofício, que as secretarias estaduais de saúde reforcem o alerta à população sobre os possíveis riscos de revacinação contra a febre amarela.
A medida foi tomada após a análise da vacinação nos estados e a notificação recebida de que 31 pessoas apresentaram efeitos adversos, incluídas possíveis revacinações. Duas estão em estado grave. Hoje, foi entregue documentação comprovando que uma pessoa, nos últimos 4 anos, vêm tomando a vacina contra a febre amarela seqüencialmente.
A orientação de vacinar é para aqueles que desde 1999 não receberam a sua dose da vacina, moram nas regiões de risco ou estão de viagem marcada para as matas destas áreas. Crianças menores de 6 meses e mulheres grávidas não devem tomar a vacina, salvo sob orientação médica.
* Com informações da Agência Estado