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18/02/2008 - 14h58

Briga com a namorada pode ter motivado acidente na Castello Branco

Da Redação
Em São Paulo
Uma briga com a namorada pode ter motivado Kleber Rodrigo Plens, 27 anos, a cometer suicídio, ao andar na contramão da Rodovia Castello Branco, no último domingo (17). Kleber voltava de uma formatura quando, sem motivo aparente, andou mais de 4 km na contramão da rodovia até bater em um caminhão.



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Segundo a cunhada de Kleber, Maria Isabel Seawright, o rapaz havia brigado com a namorada durante a formatura e ficou boa parte da festa sem falar com a garota. Mesmo assim, não teria motivos para cometer suicídio.

Ela conta que ele trabalhava em uma agência do Bradesco, em São Paulo, e seria promovido em abril. Além disso, segundo Maria Isabel, estava feliz por ter se formado em direito em julho de 2007, planejava fazer uma pós-graduação e guardava dinheiro para fazer uma viagem ao exterior.

"Ninguém consegue entender. Eu estive com ele na sexta-feira (15) e tudo parecia bem. Falei com amigos dele, que estavam na formatura, e ninguém notou nada de diferente. Nós achamos que ele pegou um caminho errado, se perdeu, já que não conhecia a região da Castello Branco", afirmou Maria.

Na saída da formatura, mesmo brigado com a namorada, Kleber teria combinado fazer um churrasco com alguns amigos na tarde de domingo. "Eles não queriam que o Kleber dirigisse até em casa, pois ele morava longe, no bairro do Limão", contou Maria.

A possibilidade de o rapaz ter dirigido embriagado também não foi descartada. "Não vou mentir e falar que ele não bebia. É óbvio que o Kleber bebeu um pouco na formatura. Mas não acho que o álcool o afetou", disse a cunhada.

O bancário foi enterrado na manhã desta segunda-feira (18) em Paranapanema, onde nasceu. Ele deixou um filho de dois anos, fruto de um relacionamento anterior.

O acidente
Imagens de câmeras de segurança da rodovia mostram que o carro do bancário ficou parado por cerca de dois minutos no acostamento e depois fez uma manobra brusca e seguiu trafegando pela contramão. Diversos carros conseguiram desviar, mas após 4 km, a Parati dirigida pelo bancário se chocou contra uma carreta que carregava ferragens.

O motorista da carreta, Alexandre Ferreira da Silva, contou à polícia que chegou a reduzir a velocidade, mas que não conseguiu frear. A batida arrancou um dos eixos da carreta e destruiu completamente o carro do bancário. A polícia informou que não foram encontradas drogas ou bebidas no carro.

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