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07/03/2008 - 10h03

IBGE: no mercado de trabalho, permanece a desigualdade entre homens e mulheres

Da Redação
Em São Paulo
Um estudo divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para lembrar o Dia Internacional da Mulher revela que, no mercado de trabalho, prevalece a desigualdade de gêneros.

A instituição apresentou um balanço de sua Pesquisa Mensal de Emprego, realizada em seis grandes capitais: Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. Os dados colhidos entre janeiro de 2003 e janeiro de 2008 revelam que, no campo profissional, as mulheres ainda estão em desvantagem diante dos homens.
Não é só nas novelas que se multiplicam os romances de mulheres mais velhas com homens mais novos. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgada hoje revela que, em uma década, cresceu 36% o número casais em que a mulher tem idade superior à do companheiro. De 1996 a 2006, essas uniões passaram de 5,6 milhões para 7,6 milhões. Leia mais
MULHERES SE CASAM COM HOMENS MAIS NOVOS
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Embora sejam a maioria da população adulta brasileira e apresentem níveis crescentes de ocupação, as mulheres têm menor inserção no mercado. Em janeiro deste ano, nas seis regiões metropolitanas pesquisas, havia 21,2 milhões de pessoas trabalhando. Dessas, 9,4 milhões eram mulheres. Ou seja: embora representem 53,5% da população brasileira em idade economicamente ativa, elas ocupam somente 44,4% dos postos de trabalho.

Já no quesito desemprego, por exemplo, elas são maioria. Entre o total de desempregados nas regiões metropolitanas pesquisadas, há 1 milhão de mulheres, contra 779 mil homens na mesma situação.

Segundo análise do IBGE, quando o contexto é mercado de trabalho, todos os indicadores mostram que as mulheres estão em um patamar inferior ao dos homens. Uma trabalhadora brasileira recebe em média R$ 956,80 por mês por uma jornada de 40 horas semanais. O valor representa 71,3% do que um homem recebe pelo mesmo trabalho.

No que se refere a trabalho formal, a desigualdade persiste. Em janeiro, entre as mulheres ocupadas, 37,8% tinham carteira assinada em empresa do setor privado. Entre os homens, o índice era de 48,6%.

Em termos regionais, a maior concentração de mulheres ocupadas com carteira assinada está na região metropolitana de Porto Alegre (42,4%). Em Salvador, a maioria das mulheres com carteira assinada são empregadas domésticas (18,9%).

A pesquisa revela que, considerando a população economicamente ativa das seis regiões metropolitanas, apenas 3% das mulheres se encaixam na categoria empregador.

Já no quesito escolaridade, elas têm se destacado. De acordo com o estudo do IBGE, de 2003 a 2008, o percentual de trabalhadoras com Ensino Médio completo aumentou de 51,3% para 59,9%. Entre os homens, no mesmo período, o índice aumentou de 41,9% para 51,9%.

Mas a maior escolaridade não é garantia de melhores condições de emprego para elas. Segundo o estudo, a diferença de rendimentos entre os gêneros é ainda maior nas classes mais escolarizadas. Uma mulher com curso superior tem salário em média 40% inferior ao de um homem na mesma função.

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