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13/03/2008 - 16h21
Acusado de tráfico internacional e 15 mortes, Abadía foi preso no Brasil em agosto

Um dos traficantes internacionais de drogas mais procurados pelos Estados Unidos, o colombiano Juan Carlos Ramirez Abadía foi preso na região de Aldeia da Serra, na Grande São Paulo, em agosto de 2007.

A Polícia Federal invadiu a mansão do traficante em meio à Operação Farrapos, que investigava crimes como lavagem de dinheiro e narcotráfico.

Reuters
Abadía foi preso no Brasil em agosto de 2007
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Abadía é apontado pelo governo norte-americano como um dos maiores traficantes de cocaína da história. Ele estaria envolvido com tráfico desde 1986. É acusado de tráfico internacional e de ter ordenado a morte de 15 pessoas.

De acordo com a PF, traficantes da quadrilha liderada por ele transportavam grande quantidade de entorpecente para a Europa e EUA. O lucro saía da Espanha e do México e passa pelo Uruguai anntes de retornar ao Brasil. A lavagem de dinheiro era feita por meio de investimentos no ramo imobiliário, industrial e na aquisição de veículos.

A agência norte-americana de combate ao tráfico, a DEA (U.S. Drug Enforcement Administration), oferecia US$ 5 milhões (quase R$ 10 milhões) para quem fornecesse informações sobre o paradeiro de Abadía. Mas a Polícia Federal abriu mão da recompensa.

De acordo com informações da agência, Abadia foi preso em março de 1996 por enviar aos Estados Unidos 30 toneladas de cocaína e mandar drogas ao país em associação com um cartel de Tijuana, no México. Após confessar o crime, ele passou quatro anos e três meses preso na Colômbia.

Em 2000, a Justiça norte-americana pediu sua prisão e extradição por suspeita de envolvimento no Cartel Valle do norte da Colômbia. Segundo a agência, o traficante usaria empresas de fachada para lavar o dinheiro do narcotráfico. O pedido não foi atendido, e Abadía fugiu.

Não se sabe exatamente quando ele chegou ao Brasil, mas o fato é que desde 2005, quando a PF iniciou as investigações da Operação Farrapos, já se sabia que o megatraficante havia acumulado um grande patrimônio no país. Ele tinha propriedades em Estados como São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina. Para despistar a polícia, o traficante mudava-se freqüentemente de casa e também se submetia a cirurgias plásticas no rosto.

Após a prisão, o colombiano mostrou aos policiais o caminho do seu dinheiro. Ele chegou a oferecer US$ 35 milhões á Justiça brasileira para que fossem retiradas todas as acusações contra sua mulher, Yessica, suspeita de ser sua cúmplice em crimes de narcotráfico e lavagem de dinheiro.

No primeiro mês após a prisão de Abadía, a PF apreendeu R$ 4,5 milhões em dinheiro nas propriedades dele em território brasileiro. Informações passadas pelas autoridades do Brasil levaram a polícia da Colômbia a descobrir outros US$ 71 milhões em dinheiro e barras de ouro nas paredes e no piso de casas do traficante naquele país.

A PF também apreendeu uma lancha de luxo do traficante no porto de Vila Velha (ES) avaliada em R$ 3 milhões.


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