|
|  |

18/03/2008 - 23h04
Bush vai exaltar "perspectiva de vitória estratégica" no Iraque
De Matt Spetalnick Em Washington
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, vai reconhecer na quarta-feira que a guerra do Iraque tem sido lutada a altos custos, mas insistirá que o aumento de tropas norte-americanas no país abriu a porta para uma "importante vitória estratégica" contra os militantes islâmicos. "Os sucessos que estamos vendo no Iraque são inegáveis", dirá Bush em uma avaliação otimista da campanha liderada pelos EUA, em um discurso para marcar o quinto aniversário da guerra, de acordo com trechos do documento divulgados na terça-feira. Com menos de 11 meses para o fim do seu segundo mandato e taxas de aprovação perto do nível mínimo da sua presidência, Bush está tentando angariar apoio para a impopular guerra, que prejudicou a credibilidade dos EUA no exterior e que deve definir o legado dele.
Trechos do discurso de quarta-feira no Pentágono sugeriam um tom mais triunfante do que os recentes comentários de Bush sobre o Iraque, mas ele ainda poderá ter dificuldades em conquistar a atenção do público.
Apesar de a guerra continua sendo uma questão chave na eleição presidencial de 2008, as pesquisas agora mostram que a soluçante economia norte-americana suplantou o Iraque como principal preocupação dos eleitores.
Bush falará sobre os ganhos na segurança após o aumento das tropas exigido por ele no começo do ano passado, ao pedir aos norte-americanos paciência em uma guerra que entra em seu sexto ano desde a invasão que derrubou Saddam Hussein.
"O aumento fez mais do que reverter a situação no Iraque --ele abriu a porta para uma importante vitória estratégica na guerra mais ampla contra o terror", dirá Bush.
Essa afirmação, no entanto, poderia servir para lembrar da prematura declaração de Bush em maio de 2003 de que "as principais operações de combate" no Iraque tinham terminado, ao discursar em um porta-aviões abaixo de uma faixa que dizia "Missão Cumprida". O acontecimento é frequentemente razão de piada para os críticos da guerra.

|  |
|