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27/03/2008 - 13h10
Chávez descarta interesse da Venezuela em aumento dos preços do petróleo

Recife, 27 mar (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou hoje que seu país não está interessado em que os preços do petróleo continuem aumentando e que a situação econômica dos Estados Unidos possa se agravar.

"Não quero fazer previsões. Tomara que os preços do petróleo se estabilizem", afirmou o governante, em entrevista coletiva em Recife após seu encontro de dois dias com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"A situação econômica mundial está complicada. Por isso não estamos interessados em que o preço do petróleo continue aumentando", acrescentou, ao se referir às turbulências provocadas nos mercados de todo o mundo pelos temores de uma crise econômica nos Estados Unidos.

O chefe de Estado da Venezuela se negou a prever até que nível podem chegar os preços do petróleo, ao ser lembrado que, há alguns meses, quando o petróleo estava em US$ 30 por barril, ele disse publicamente que superariam os US$ 100, nível em que se encontra atualmente.

Afirmou que, como membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a Venezuela defendeu uma faixa de equilíbrio para garantir a harmonia dos preços, que funcionou durante três anos.

"Mas a invasão ao Iraque pulverizou o equilíbrio e, desde então, desestabilizou tudo", acrescentou, ao se referir à disparada dos preços do petróleo desde a operação militar dos Estados Unidos no país árabe, um dos maiores produtores mundiais de petróleo.

"Nós (os países produtores) não somos os culpados (pela disparada), eles têm parte da culpa", acrescentou.

Chávez também se referiu à situação econômica dos Estados Unidos e disse que, apesar de muitos países terem conseguido deixar de ser dependentes da maior economia mundial, uma recessão pronunciada "evidentemente" afetará todo o mundo.

"Tomara que saiam rápido dessa situação, mas evidentemente terão que revisar suas políticas econômicas, que tanto afetaram todo o mundo", afirmou.

O governante disse que tanto o Brasil quanto a Venezuela se mantiveram imunes à crise até agora porque conseguiram diversificar o destino de suas exportações, e colocaram fim à dependência a algum país.


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